Polícia Civil prende suspeito por administrar perfis que exaltavam Comando Vermelho no Ceará
A Polícia Civil efetuou uma prisão em flagrante na última sexta-feira, dia 20, em Maracanaú, localizada na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. O indivíduo detido é suspeito de administrar perfis nas redes sociais que realizavam apologia à facção criminosa Comando Vermelho (CV). Durante a ação policial, o homem confessou ser o responsável pelas contas e foi formalmente autuado pelo crime de organização criminosa, conforme detalhado no auto de prisão em flagrante.
Identificação e atividades dos perfis criminosos
O suspeito, identificado como Mateus da Silva de Sousa, foi localizado através de um relatório técnico elaborado pela Polícia Civil. Ele administrava dois perfis específicos nas redes sociais, voltados para a exaltação e incitação das atividades do Comando Vermelho, com foco especial na região do bairro Alto Alegre, que abrange os limites entre os municípios de Maracanaú e Fortaleza.
Os perfis em questão realizavam diversas postagens, incluindo:
- Anúncios de festas organizadas pela facção criminosa.
- Transmissão de mensagens direcionadas a membros do grupo criminoso.
- Ameaças contra outra facção conhecida como Massa (TDN), que atua no município de Caucaia, afirmando que esta seria "inevitavelmente absorvida pelo Comando Vermelho".
Além disso, o suspeito frequentemente utilizava inteligência artificial para criar anúncios de encontros ou editar fotografias. Em uma montagem particularmente elaborada, ele aparecia ao lado de tanques de guerra em um cenário desértico, demonstrando a sofisticação das técnicas empregadas para promover a imagem da facção.
Decisão judicial e medidas legais
A Justiça avaliou que Mateus "promove, exalta e divulga a facção" criminosa, atuando na promoção de criminosos nas áreas por onde circula. O suspeito foi encontrado pela polícia em sua residência, onde confessou ser o responsável pelas contas mencionadas e declarou ser simpatizante do Comando Vermelho.
Após a prisão, ele passou por uma audiência de custódia, na qual a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, ou seja, sem prazo definido para término. Além da autuação por integrar e promover organização criminosa, a Justiça também autorizou a quebra do sigilo telefônico do suspeito, permitindo investigações mais aprofundadas sobre suas conexões e atividades.
Este caso destaca a crescente utilização das redes sociais por facções criminosas para recrutamento, propaganda e intimidação, exigindo ações coordenadas das autoridades para combater tais práticas no âmbito digital.



