Quadrilha mantinha estabelecimento comercial para venda de celulares furtados na capital fluminense
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, uma nova etapa da Operação Rastreio, que investiga uma extensa cadeia criminosa envolvendo roubo, furto e receptação de aparelhos celulares. Desta vez, os agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) cumpriram 15 mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa que chegou a operar uma loja física na região da Taquara, localizada na zona sudoeste da capital fluminense, especificamente para comercializar os dispositivos de forma ilegal.
Esquema sofisticado com aparência de legalidade
De acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades policiais, o grupo criminoso utilizava empresas de fachada e emitia notas fiscais em nome de outras organizações, muitas vezes inexistentes ou registradas em municípios como Itaboraí e Duque de Caxias, com o objetivo claro de conferir uma aparência de legitimidade às transações comerciais. Os integrantes da quadrilha também anunciavam os produtos em redes sociais, oferecendo preços significativamente abaixo do mercado, e empregavam contas de laranjas para dificultar sobremaneira o rastreamento financeiro das operações ilícitas.
Prejuízos diretos aos consumidores e números expressivos da operação
A polícia civil alerta de forma contundente que esse esquema criminoso prejudica diretamente os consumidores, que podem enfrentar sérios problemas ao tentar acionar garantias ou seguros dos aparelhos devido à documentação fiscal inválida e fraudulenta. Desde o início da Operação Rastreio, em maio do ano passado, mais de 13,3 mil celulares foram recuperados em todo o estado do Rio de Janeiro, sendo aproximadamente 6 mil devolvidos aos seus legítimos proprietários. Além disso, mais de 880 pessoas já foram presas em ações relacionadas diretamente à operação, demonstrando a extensão e a gravidade das atividades criminosas desbaratadas.
Estratégias de atuação e alerta à população
Os criminosos empregavam uma estratégia de marketing agressiva nas plataformas digitais, atraindo clientes com ofertas tentadoras que mascaram a origem ilícita dos produtos. A existência de uma loja física conferia uma falsa sensação de segurança e normalidade às transações, enganando consumidores desavisados. As autoridades reforçam a importância de verificar a procedência de produtos eletrônicos e desconfiar de preços excessivamente baixos, que frequentemente indicam envolvimento com atividades criminosas.



