Polícia apreende dinheiro cenográfico em casa de influenciadora investigada por jogos ilegais
Policiais civis da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) realizaram uma apreensão significativa na casa da influenciadora digital Bia Miranda, durante a segunda fase da Operação Desfortuna, executada nesta sexta-feira (27). Os agentes encontraram aproximadamente 40 mil dólares em cédulas cenográficas, além de joias, um veículo e dispositivos eletrônicos, que foram confiscados para auxiliar nas investigações.
Investigação sobre promoção de jogos de azar ilegais
De acordo com as autoridades, Bia Miranda é investigada por utilizar suas redes sociais para promover plataformas de jogos de azar ilegais. A polícia afirma que a influenciadora usava as cédulas cenográficas em publicações online com o objetivo de atrair possíveis apostadores para esses sites. Esta não é a primeira vez que ela é alvo de operações: em agosto do ano passado, a primeira fase da Operação Desfortuna foi deflagrada, mas Bia Miranda não foi localizada na ocasião.
Nova fase da operação e medidas cautelares
A segunda fase da operação foi iniciada após a Delegacia receber informações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, indicando que a influenciadora continuava a promover sites ilegais. Isso levou ao pedido de novas medidas cautelares, incluindo um mandado de busca e apreensão cumprido na residência da investigada. A Justiça também foi acionada para bloquear as contas financeiras de Bia Miranda, visando impedir movimentações suspeitas.
Contexto e impactos do crime
A Polícia Civil destacou que a Operação Desfortuna faz parte de um conjunto mais amplo de ações contra jogos de azar ilegais, que, segundo as autoridades, são frequentemente utilizados para financiar organizações criminosas e causam prejuízos significativos a vítimas. As investigações continuam em andamento para identificar e responsabilizar todos os envolvidos nessa rede de atividades ilícitas. A polícia reforça a importância de combater tais práticas para proteger a sociedade e a integridade financeira.
O g1 tentou entrar em contato com a influenciadora Bia Miranda para obter sua versão dos fatos, mas não obteve resposta até o momento. A operação serve como um alerta sobre os riscos associados à promoção de conteúdos ilegais nas redes sociais e a necessidade de vigilância constante por parte das forças de segurança.



