Operação policial desarticula ponto de venda de drogas no Centro do Rio
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação que resultou na prisão de cinco indivíduos suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas. A ação ocorreu em um imóvel localizado na Rua Leandro Martins, no Centro da cidade, que funcionava como um ponto de venda de entorpecentes.
Fuga frustrada e captura com uso de tecnologia
Durante a abordagem policial, dois dos suspeitos tentaram escapar subindo no telhado do prédio, mas foram rapidamente localizados e detidos. A captura foi facilitada pelo emprego de um drone da Polícia Civil, que identificou a movimentação dos criminosos e auxiliou na sua localização.
Três dos acusados foram presos em flagrante no interior do imóvel, enquanto os outros dois, que haviam conseguido fugir momentaneamente, foram alcançados pouco depois. Com eles, os agentes apreenderam uma mochila contendo:
- Cocaína
- Pedras de crack
- Maconha
- Um rádio transmissor
- Um telefone celular
- Dinheiro em espécie
Vinculação com facção criminosa e estrutura de segurança
As investigações apontaram que o imóvel havia sido invadido e estava sob controle de integrantes da facção Comando Vermelho, subordinados às lideranças que comandam o tráfico no Morro da Providência. Segundo o delegado Uriel Alcântara, "no local onde os criminosos foram presos, atuam integrantes da facção Comando Vermelho".
O ponto de venda operava durante todo o dia e contava com uma estrutura de segurança que incluía olheiros, responsáveis por alertar sobre a aproximação de autoridades. Uma porta de aço reforçada havia sido instalada no local para proteger os traficantes e facilitar possíveis fugas em caso de operações policiais.
Andamento do caso e responsabilização
Os cinco suspeitos foram presos e responderão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A Polícia Civil continua as investigações para identificar possíveis conexões com outros pontos de venda e membros da organização criminosa.
Até o fechamento desta reportagem, a TV Globo não havia conseguido estabelecer contato com as defesas dos presos para obter posicionamento sobre as acusações.



