Vítima de açaí envenenado com chumbinho defende namorada acusada pela polícia
Vítima de açaí com chumbinho defende namorada acusada

Vítima de açaí envenenado com chumbinho defende namorada acusada pela polícia

O auxiliar de manutenção Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, que passou mal depois de consumir um copo de açaí contaminado com chumbinho, mantém firme convicção na inocência de sua namorada, Larissa de Souza, de 26 anos. As declarações constam no inquérito policial concluído em 23 de março, ao qual o g1 teve acesso, e foram reforçadas pela advogada de defesa de ambos, Jéssica Nozé.

Firmeza nas declarações e relação harmoniosa

"A vítima foi muito firme em dizer o que pensava e não mudou de ideia, reafirma o que foi dito para polícia naquele momento: o açaí veio lacrado, ele abriu com o lacre, usando a expressão dele: fechadinho, fechadinho, sem burla nenhuma", relatou a advogada. Adenilson destacou que sempre teve uma relação harmoniosa com Larissa e não vê motivos para o crime, já que não possui seguros de vida ou bens que pudessem beneficiá-la.

Na semana passada, a Polícia Civil indiciou Larissa por tentativa de homicídio qualificado, acusação que ela nega veementemente. O Ministério Público, por sua vez, pediu mais diligências para esclarecer o momento exato em que o veneno foi colocado no açaí e negou o pedido de prisão preventiva da jovem.

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Detalhes do caso e investigações em andamento

O incidente ocorreu no dia 5 de fevereiro, quando Larissa retirou dois copos de açaí em uma loja na Avenida Barão do Bananal, zona Leste de Ribeirão Preto. Imagens de câmeras de segurança mostram o casal chegando em casa de carro, com ela carregando a sacola com os copos. Adenilson deixou seu copo no chão momentaneamente ao sair com o veículo, e Larissa o recolheu antes de entrar na residência.

"Em algum momento, alguém colocou veneno no copo. Então este momento nos leva a entender de que ali ela estava manuseando este copo de alguma forma. Então, estamos agora investigando a respeito deste fato", explicou o delegado José Carvalho de Araújo Júnior. Por volta das 20h, o casal retornou à loja para reclamar da compra, sendo flagrado pelas câmeras do estabelecimento.

Recuperação da vítima e laudo confirmatório

Adenilson precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital das Clínicas, mas se recuperou, recebeu alta médica e está bem de saúde. A possibilidade de contaminação dentro da loja foi descartada, pois o preparo do açaí foi filmado e não apresentou atitudes suspeitas dos funcionários.

Um laudo do Instituto Médico Legal confirmou a presença de terbufós no copo de açaí, substância que é um dos principais princípios ativos do chumbinho, utilizado para controle de pragas em plantações. Em depoimento à polícia em 19 de fevereiro, Larissa negou qualquer envolvimento no envenenamento.

Adenilson protocolou uma petição reafirmando que considera as investigações que apontam Larissa como culpada "infundadas" e assinou uma declaração de próprio punho afirmando não ter interesse em vê-la presa ou processada. O g1 tentou contato com a defesa nesta quinta-feira (26), mas não obteve retorno até a última atualização.

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