Vice-prefeito de Colina (SP) se apresenta à polícia após atirar em advogado e professor de jiu-jitsu
O vice-prefeito de Colina, no interior de São Paulo, Rafael Corrêa Rodrigues, conhecido como Rafael Maringá, se apresentou voluntariamente à Polícia Civil nesta terça-feira (10) após ser suspeito de atirar no advogado e professor de jiu-jitsu Marcos Aurélio Abe, de 45 anos. Durante seu depoimento na Delegacia Seccional, o político afirmou ter agido em legítima defesa, alegando que a vítima tentou invadir sua residência.
Defesa detalha versão dos fatos e alega tentativa de invasão
Em nota oficial, a defesa do vice-prefeito apresentou sua versão dos acontecimentos. Segundo os advogados, Marcos Aurélio Abe teria se dirigido até a casa de Rafael Maringá no domingo (8) à noite, no Jardim Universal, insistindo para entrar no local por duas vezes com o objetivo de dialogar com sua ex-mulher, que é cunhada do vice-prefeito.
A defesa relatou que: "A vítima teria feito um gesto na cintura e colocado a mão no portão, tentando invadir o local. Diante da situação, o vice-prefeito Rafael Maringá efetuou um disparo de arma de fogo, inicialmente com a intenção de advertência. No entanto, infelizmente, o projétil acabou atingindo a vítima na região abaixo do braço, na axila, no momento em que ela estava com uma das mãos no portão e a outra na cintura".
Vítima segue internada em estado grave e polícia ouve testemunhas
Marcos Aurélio Abe foi levado imediatamente após o incidente para a Santa Casa de Barretos, onde permanece internado em estado grave, segundo informações de familiares. A Polícia Civil já ouviu cinco testemunhas do caso, incluindo uma namorada da vítima, como parte das investigações em andamento.
O boletim de ocorrência registra que Marcos Aurélio chegou ao local em um carro branco e portava uma arma falsa durante a discussão com o vice-prefeito. O banco do motorista do veículo apresentava manchas de sangue após o ocorrido. Quando os policiais chegaram ao local, Rafael Maringá já não se encontrava presente.
Contexto familiar e ações pós-incidente
A investigação apurou que Marcos Aurélio Abe já foi casado com uma cunhada de Rafael Maringá, estabelecendo um vínculo familiar prévio entre as partes envolvidas. As motivações exatas que levaram ao confronto ainda estão sendo apuradas pela Polícia Civil.
A defesa do vice-prefeito destacou que, após o disparo, Rafael Maringá prestou socorro imediatamente com a ajuda de outras pessoas que estavam na residência e pessoalmente levou a vítima ao pronto-socorro. Os advogados informaram que agora trabalham na coleta de imagens, depoimentos adicionais e realização de perícias para comprovar a tese de legítima defesa.
Posicionamento da prefeitura e próximos passos
A Prefeitura de Colina emitiu uma nota oficial esclarecendo que o caso envolve uma questão de natureza pessoal do vice-prefeito, sem qualquer relação com suas funções no poder público municipal. A administração municipal se limitou a reconhecer o fato como um incidente particular entre os envolvidos.
A defesa de Rafael Maringá reforçou em seu posicionamento: "A tese apresentada em depoimento aponta para legítima defesa, tendo em vista que a vítima teria se dirigido até a residência do vice-prefeito e insistido por duas vezes em entrar no local". Os advogados afirmam que continuarão colaborando com as investigações enquanto buscam demonstrar que os fatos ocorreram em contexto de legítima defesa.
