Vídeos revelam fuga de bicheiro Adilsinho antes de prisão em operação da PF
Vídeos mostram fuga de bicheiro Adilsinho antes de prisão pela PF

Vídeos exclusivos revelam fuga de bicheiro antes de prisão em operação conjunta

Imagens obtidas pelo RJ2 mostram o momento exato em que Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, conseguiu escapar de uma operação das polícias Federal e Civil que tentava prendê-lo há quase um ano, em maio de 2025. As gravações, divulgadas nesta sexta-feira, documentam a fuga do contraventor dentro de um condomínio no Itanhangá, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

Detalhes da fuga e prisão posterior

Na quinta-feira, após meses de investigação, Adilsinho foi finalmente preso em Cabo Frio, na Região dos Lagos. No dia seguinte, ele passou por uma audiência de custódia que manteve sua prisão preventiva. Imediatamente após a decisão judicial, o bicheiro foi levado para o aeroporto e seguiu de avião para um presídio federal em Brasília, conforme solicitação expressa da própria Polícia Federal.

As imagens da fuga mostram Adilsinho vestindo uma blusa clara dentro do condomínio no Itanhangá, acompanhado por seu segurança, o policial militar Diego Lima, que aparece sem camisa nas gravações. Os dois dão várias voltas pelo mesmo trecho da área residencial, passando por uma guarita e por um carro de seguranças particulares, momento em que Adilsinho cumprimenta um dos profissionais.

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Estratégia de escape e contexto criminal

Próximo ao final de uma rua sem saída, Adilson conversa brevemente com outra pessoa do outro lado de um muro e, em seguida, segue por uma trilha no bosque adjacente ao condomínio. Poucos minutos depois, seguranças surgem no local, aparentemente procurando por Adilsinho e o PM Diego Lima. Por volta das 22h52, os dois conseguem sair do condomínio e entram em um carro preto, completando assim a fuga bem-sucedida.

Segundo informações da Polícia Federal, esta foi apenas uma das três ocasiões em que Adilsinho conseguiu escapar dos agentes nos últimos anos antes de sua captura definitiva. A defesa do contraventor divulgou uma nota oficial afirmando que "demonstrará a sua inocência" em relação a todas as acusações.

Rede criminosa e crimes associados

Adilsinho é apontado pelas investigações não apenas como bicheiro com pontos de jogo e máquinas caça-níqueis nas Zonas Norte, Sul e Centro do Rio, mas também como chefe de uma extensa máfia de cigarros ilegais que atua no Rio de Janeiro e se expande para outros estados. Exames de confrontos balísticos realizados pela polícia revelaram que armas utilizadas em diversos homicídios possuem conexão direta com casos ligados ao jogo do bicho e à máfia dos cigarros ilegais.

A Polícia do Rio investiga atualmente se pelo menos vinte crimes estão ligados à atuação de um grupo de extermínio associado ao contraventor. Entre esses crimes, destacam-se homicídios, tentativas de assassinato e um sequestro. Adilsinho foi especificamente indiciado como mandante da morte do policial penal Bruno Kilier, ocorrida em 2023.

Caso do policial penal assassinado

No dia 8 de junho de 2023, Bruno Kilier voltava para casa após comprar um galão de água quando executores saíram de um veículo branco e atiraram contra ele utilizando fuzis calibre 7.62. A vítima ainda tentou se abrigar no condomínio onde residia, mas foi atingida e caiu. Os assassinos se aproximaram e dispararam tiros adicionais no rosto de Bruno para garantir sua morte.

Segundo as investigações das Polícias Civil e Federal, Bruno estava atrapalhando os negócios da máfia de cigarros ilegais comandada por Adilsinho ao atuar na revenda de cigarros de forma independente. O grupo criminoso é conhecido por utilizar violência extrema para estabelecer monopólio no mercado de cigarros ilegais.

Posicionamento da defesa

O advogado Ricardo Braga, que defende Adilsinho, divulgou uma nota afirmando: "As imagens da prisão de Adilson Oliveira Coutinho Filho evidenciam que tudo transcorreu dentro da mais absoluta tranquilidade, fato que desconstrói a narrativa de periculosidade atribuída ao empresário. A defesa reafirma, por fim, que o empresário confia na justiça e demonstrará sua inocência quanto a todos os fatos que lhe são injustamente imputados". A reportagem não conseguiu localizar a defesa do policial militar Diego D’arribada Rebello de Lima para comentários adicionais.

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