UFSC afasta professor por suspeita de assédio sexual contra alunas em Florianópolis
UFSC afasta professor por suspeita de assédio sexual

UFSC afasta professor por suspeita de assédio sexual contra alunas em Florianópolis

Um professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi afastado de suas funções após denúncias de que estaria cometendo assédio sexual contra alunas. O docente ministrava aulas no campus localizado em Florianópolis, capital catarinense, e o afastamento tem duração inicial de 60 dias, com possibilidade de prorrogação conforme determinação da instituição de ensino superior.

Histórico de investigações anteriores

Este não é o primeiro caso envolvendo o mesmo educador. Em 2019, ele já havia sido afastado por 30 dias em decorrência de outro processo de assédio na universidade. Na ocasião, conforme informações oficiais da UFSC, o professor ficou sem receber seu salário durante o período de afastamento, configurando uma medida disciplinar mais severa do que a atual.

Detalhes do afastamento atual

O afastamento cautelar de 60 dias está vigente desde 9 de abril e pode ser estendido por mais 60 dias, totalizando até quatro meses de distanciamento das atividades acadêmicas. O professor atuava especificamente no Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da universidade, setor que agora se vê envolvido em mais um caso de natureza grave.

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Segundo a direção do Departamento Disciplinar da UFSC, existem dois processos administrativos disciplinares abertos para apuração em comissão. Os procedimentos encontram-se na fase inicial de trabalhos pelas comissões designadas, com reuniões programadas e análise minuciosa dos autos que compõem os processos.

Continuação do pagamento de salários

Um aspecto que chama atenção é que, apesar de afastado das atividades de ensino e pesquisa, o professor suspeito de assédio sexual continua recebendo seu salário integralmente. A UFSC esclarece que o afastamento não constitui uma punição em si, mas sim um ato administrativo destinado a preservar o bom andamento do processo investigativo e garantir as apurações necessárias sem interferências.

Como a investigação tramita sob sigilo processual, a universidade optou por não divulgar mais detalhes sobre o caso, mantendo a confidencialidade exigida por lei e pelos regulamentos internos da instituição. Essa postura visa proteger tanto as vítimas quanto o próprio investigado durante o trâmite dos procedimentos disciplinares.

Contexto mais amplo

Este caso se insere em um cenário preocupante de assédio sexual em instituições de ensino superior. Recentemente, outros episódios similares ganharam destaque no noticiário, incluindo condenações de professores por assédio sexual contra alunas em outras universidades brasileiras. Dados alarmantes mostram que as ações de assédio sexual no ambiente de trabalho registraram aumento significativo em Santa Catarina nos últimos anos.

A UFSC, como instituição pública federal, segue protocolos específicos para lidar com denúncias desta natureza, buscando equilibrar a necessidade de apuração rigorosa com a preservação dos direitos de todas as partes envolvidas. O caso permanece sob acompanhamento das autoridades universitárias e poderá resultar em medidas disciplinares mais severas dependendo das conclusões das comissões investigativas.

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