TST instaura processo disciplinar contra servidor suspeito de importunação sexual de adolescente
TST processa servidor por suspeita de importunação sexual de adolescente

TST abre processo administrativo contra servidor suspeito de importunação sexual

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a instauração de um processo administrativo disciplinar contra o técnico judiciário Elmer Catarino Fraga, de 63 anos, lotado no Núcleo de Policiamento Ostensivo da instituição. A medida foi tomada após a Ouvidoria do Tribunal receber uma denúncia envolvendo condutas atribuídas ao servidor fora do ambiente de trabalho, especificamente relacionadas a um caso de importunação sexual contra uma adolescente de 16 anos em Brasília.

Investigação em andamento e medidas cautelares

A abertura do processo disciplinar se baseou não apenas na denúncia recebida pela Ouvidoria, mas também em informações repassadas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), responsável pelo inquérito que apura o suposto crime. O TST encaminhou um ofício à delegacia solicitando esclarecimentos, que foram prontamente fornecidos, corroborando a necessidade da ação administrativa.

Em resposta imediata às acusações, a presidência do TST determinou o afastamento do servidor de suas funções até a conclusão das investigações. Além disso, foram implementadas as seguintes medidas cautelares:

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  • Suspensão do porte de arma de fogo do servidor, com base no artigo 11 da Resolução CNJ nº 467/2022
  • Bloqueio do acesso às dependências físicas do Tribunal Superior do Trabalho
  • Restrição de acesso aos sistemas corporativos da instituição

Posicionamento institucional e compromissos

Em nota oficial divulgada na noite de quarta-feira (8), o TST reforçou seu compromisso com o combate a quaisquer formas de assédio e desrespeito à integridade física e psicológica de crianças e adolescentes. O Tribunal reiterou sua dedicação à promoção de direitos e à criação de ambientes saudáveis e seguros para todas as pessoas, enfatizando que não tolerará condutas inadequadas por parte de seus servidores, dentro ou fora do ambiente de trabalho.

O caso ganhou destaque após a veiculação de reportagens pela imprensa sobre o possível cometimento de crimes pelo servidor contra a adolescente, o que acelerou as ações administrativas por parte da presidência do Tribunal. A instituição mantém canais abertos para denúncias através de sua Ouvidoria e demonstra transparência no tratamento de questões sensíveis envolvendo seus funcionários.

O processo administrativo disciplinar seguirá seus trâmites regulares, enquanto as investigações criminais continuam sob responsabilidade da DPCA. O TST acompanhará de perto o desdobramento do caso e tomará as medidas cabíveis conforme o resultado das apurações.

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