Polícia prende três suspeitos por latrocínio de corretora esquartejada em Florianópolis
Três presos por latrocínio de corretora esquartejada em SC

Polícia prende três suspeitos por latrocínio de corretora esquartejada em Florianópolis

A polícia de Santa Catarina prendeu três pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, ocorrido em Florianópolis. O delegado Anselmo Cruz, responsável pelas investigações, afirmou que a motivação do crime está diretamente ligada ao patrimônio da vítima, caracterizando o caso como latrocínio – roubo seguido de morte.

Luciani, natural do Rio Grande do Sul, foi brutalmente assassinada e esquartejada. Parte de seus restos mortais foi encontrada em um córrego no município de Major Gercino, no interior de Santa Catarina. A descoberta chocou a comunidade e mobilizou as forças policiais em uma investigação minuciosa.

Compras fraudulentas apontam para crime patrimonial

As prisões ocorreram após a polícia identificar uma série de compras realizadas pelos investigados utilizando o nome e os dados da vítima. Itens como eletrônicos, artigos esportivos e outros produtos foram adquiridos no período imediatamente posterior ao desaparecimento de Luciani.

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"O que se desenhou até o momento é um crime patrimonial. Teriam feito, mataram, para se obter vantagem. No caso, são as compras todas feitas. Os valores ainda dependem inclusive de medidas judiciais, de quebras de sigilo, bancário, fiscal", detalhou o delegado Anselmo Cruz em coletiva à imprensa.

Entre os objetos comprados fraudulentamente, destacam-se:

  • Dois arcos de balestra (um tipo de arma com arco e flechas)
  • Um controle de videogame
  • Uma televisão

Além disso, os policiais encontraram duas malas contendo pertences da corretora na residência dos suspeitos, reforçando as evidências do crime.

Perfil dos suspeitos e dinâmica das prisões

Os três indivíduos presos são vizinhos da vítima, todos moradores do mesmo conjunto residencial localizado na região da Praia do Santinho, no Norte de Florianópolis. A primeira detida foi Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do condomínio. Ela foi encontrada com objetos pessoais de Luciani e, inicialmente, presa por receptação. No entanto, as investigações avançaram e agora ela também é investigada pela participação direta no latrocínio.

"Há indícios de que ela também participou da execução de Luciani", afirmou o delegado, acrescentando que a dinâmica exata e a causa da morte ainda aguardam laudos periciais conclusivos.

Os outros dois suspeitos presos são Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, vizinho de porta da corretora, e sua companheira, Letícia Jardim, de 30 anos. O casal tentou fugir de Florianópolis, mas foi capturado pela polícia em Gravataí, no Rio Grande do Sul. Matheus já era foragido da justiça desde 2022, por envolvimento em outro caso de latrocínio no estado de São Paulo.

"Todos ali estavam tendo vantagem, recebendo produtos no caso", reiterou Anselmo Cruz, enfatizando o caráter coletivo e planejado do crime.

Investigações em andamento e outros envolvidos

A mãe de Matheus foi ouvida pela polícia durante as investigações, mas até o momento não responde por nenhum crime. O mesmo ocorre com o irmão adolescente de Matheus, de 14 anos, que foi encontrado com produtos adquiridos no nome de Luciani. As autoridades seguem apurando o nível de participação de cada indivíduo na trama criminosa.

O caso continua sob rigorosa investigação, com a polícia buscando esclarecer todos os detalhes da morte violenta da corretora. A quebra de sigilos bancários e fiscais está em curso para quantificar os prejuízos patrimoniais sofridos pela vítima e determinar a extensão dos ganhos ilícitos obtidos pelos suspeitos.

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