Tribunal de SC mantém bloqueio de conta em plataforma de apostas por uso abusivo
TJSC mantém bloqueio de conta em plataforma de apostas por uso abusivo

Tribunal de Santa Catarina mantém bloqueio de conta em plataforma de apostas por uso abusivo

A 1ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) manteve o bloqueio da conta de um apostador em uma plataforma de apostas esportivas, após a empresa alegar um padrão de uso considerado abusivo e em desacordo com a política de jogo responsável. O usuário recorreu à Justiça após ter o perfil cancelado, mas a decisão judicial confirmou a validade da medida.

Padrão de apostas considerado abusivo e violação de regras

Segundo os registros da plataforma, o apostador realizou dezenas de apostas seguidas em poucos dias, incluindo durante a madrugada. O relator do caso destacou que esse comportamento pode indicar perda de controle e impacto significativo na rotina do indivíduo. Além disso, o processo revelou que o usuário tratava a atividade como um investimento, e não como entretenimento, o que contraria a finalidade da plataforma e caracteriza um comportamento de risco.

Após o bloqueio inicial da conta, o apostador teria criado novas contas para continuar apostando, uma prática que também viola as regras estabelecidas pela plataforma. A empresa argumentou que identificou um padrão de uso abusivo e, por isso, cancelou o perfil do usuário, em conformidade com sua política de jogo responsável.

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Decisão judicial baseada em legislação e termos de uso

Ao analisar o caso, o magistrado afirmou que a relação entre o usuário e a plataforma é de consumo, mas ressaltou que o apostador aceitou os termos de uso ao se cadastrar. Essas regras funcionam como um contrato e estabelecem como o serviço deve ser utilizado. A Turma Recursal concluiu que houve descumprimento da política de jogo responsável, considerando válido o cancelamento definitivo da conta.

O relator também citou a Lei nº 14.790/2023 e a Portaria nº 1.231/2024, do Ministério da Fazenda, que obrigam as plataformas de apostas a monitorar os usuários e adotar medidas para evitar comportamentos de risco. Isso inclui suspender ou excluir contas quando houver sinais de prejuízo à saúde, à vida financeira ou social dos apostadores.

Consequências legais e recursos negados

Com a decisão, o recurso do apostador foi negado e a sentença que mantinha o bloqueio da conta foi confirmada. Além disso, o autor foi condenado a pagar custas processuais e honorários advocatícios de 10% sobre o valor da causa. A decisão reforça a importância do cumprimento das políticas de jogo responsável e a responsabilidade das plataformas em proteger os usuários contra práticas abusivas.

O caso serve como um alerta para os apostadores sobre a necessidade de seguir as regras estabelecidas pelas plataformas e de utilizar esses serviços de forma consciente, evitando comportamentos que possam levar a bloqueios ou ações judiciais. A legislação brasileira tem se fortalecido nessa área, visando garantir um ambiente mais seguro e regulamentado para as apostas esportivas.

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