Tio é preso por usar sobrinho de 10 anos para cometer furtos em loja de Marabá
Um homem foi preso em Marabá, no Pará, acusado de utilizar o próprio sobrinho, uma criança de apenas 10 anos, para realizar furtos em uma loja de departamentos da cidade. A Polícia Civil descobriu que o tio induzia o menino a esconder objetos e sair do estabelecimento sem efetuar o pagamento, em um esquema criminoso que chocou a comunidade local.
Imagens de segurança revelam ação planejada
As câmeras do circuito de segurança da loja registraram toda a ação criminosa. As gravações mostram a criança caminhando pelo estabelecimento com um carrinho de compras, selecionando brinquedos e outros produtos com aparente naturalidade. Em seguida, o menino se dirige a um canto onde não há câmeras, coloca todos os itens dentro de uma sacola e abandona a loja sem realizar o pagamento. No total, os produtos furtados tinham um valor aproximado de R$ 2 mil.
Investigação desvenda participação do tio
Inicialmente, o tio se apresentou como responsável pela criança durante a abordagem policial. Contudo, na delegacia, a história mudou completamente. Através de uma escuta especializada com a criança e dos depoimentos dos fiscais da loja, a verdade veio à tona. A Polícia Civil constatou que o homem induzia intencionalmente o sobrinho a praticar os crimes. Testemunhas relataram que essa não foi a primeira vez que a dupla agiu naquele local, indicando um padrão de comportamento criminoso.
Prisão em flagrante e medidas de proteção
O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e está à disposição da Justiça para responder pelos crimes de furto e corrupção de menor. Ele já possui passagens anteriores pela polícia por crimes contra o patrimônio, o que agrava sua situação legal. A identidade do homem não foi divulgada para evitar a identificação indireta da criança envolvida.
Já o menino foi imediatamente entregue aos cuidados do Conselho Tutelar. O órgão foi acionado para aplicar as medidas de proteção necessárias e acompanhar de perto a situação da família da criança, garantindo seu bem-estar e segurança.
Este caso evidencia a gravidade da exploração de menores em atividades criminosas e reforça a importância da atuação conjunta entre polícia e órgãos de proteção à infância para combater tais práticas.



