STJ mantém condenação de ex-BBB Felipe Prior por estupro em caso de 2014
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a condenação do ex-participante do Big Brother Brasil Felipe Prior por crime de estupro. O arquiteto foi sentenciado a oito anos de prisão, em regime inicial semiaberto, por um delito ocorrido em 2014, na cidade de São Paulo.
Decisão judicial e fundamentos
A decisão do ministro Reynaldo Soares da Fonseca foi publicada em 23 de dezembro de 2025. Em seu voto, o magistrado enfatizou um princípio crucial: "se a relação começa com a concordância da mulher e, durante o encontro, esse consentimento cessa, a outra parte há de respeitar e parar, sob pena de, forçando o prosseguimento, caracterizar-se o estupro". A sentença ainda permite recursos, e como não houve ordem de prisão imediata, Prior poderá aguardar o desfecho dos processos em liberdade, conforme documento acessado pela reportagem.
Ampliação da pena e impactos na vítima
Em setembro de 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo já havia aumentado a pena do ex-BBB de seis para oito anos, mantendo o regime semiaberto. O órgão considerou que o acréscimo foi apropriado devido aos danos graves causados à vítima, incluindo:
- Consequências psicológicas, como depressão e estresse pós-traumático.
- Impactos físicos significativos.
A defesa de Prior tentou reduzir a pena, mas o pedido foi negado, reforçando a gravidade do caso.
Contexto do crime e outras acusações
No momento do crime, em agosto de 2014, Prior e a vítima residiam na Zona Norte de São Paulo e eram estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Após uma festa universitária, ele teria oferecido carona à vítima e parado em uma rua escura perto de sua residência. Segundo a denúncia, ele iniciou investidas e a levou ao banco traseiro do carro, onde o estupro teria ocorrido enquanto a vítima estava alcoolizada.
As denúncias ganharam visibilidade após a participação de Prior no BBB 20, exibido pela Globo. Além deste caso, o arquiteto ainda enfrenta acusações de tentativa de estupro por mais três mulheres, em supostos crimes ocorridos entre 2014 e 2018. Procurados, os advogados de Prior não se manifestaram sobre as decisões recentes.