STF abre inquérito contra ministro do STJ por suspeita de assédio sexual em Balneário Camboriú
STF investiga ministro do STJ por suspeita de assédio sexual

Supremo Tribunal Federal inicia investigação formal contra ministro do STJ por acusação de assédio sexual

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para investigar a conduta do ministro Marco Buzzi, atualmente afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Buzzi é suspeito de ter cometido assedio sexual contra uma jovem de 18 anos, em um episódio que teria ocorrido no início deste ano em Balneário Camboriú, Santa Catarina, onde a vítima passava férias com a família na residência do magistrado.

Procedimento legal e posicionamento da Procuradoria-Geral da República

A abertura do inquérito representa o início formal de uma fase de apuração, destinada a verificar a existência de um crime e a respectiva autoria. Esse procedimento é autorizado quando há indícios mínimos de irregularidades, servindo como uma ferramenta essencial para que se possa averiguar a veracidade das suspeitas levantadas. É importante ressaltar que a abertura da apuração não constitui uma condenação antecipada e não confirma a prática de atos ilícitos.

O caso foi enviado ao STF porque Buzzi, enquanto ministro do STJ, possui foro especial por prerrogativa de função, conhecido como foro privilegiado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente à abertura do inquérito para apurar a conduta de Buzzi. Em documento enviado no dia 31 de março ao ministro Nunes Marques, relator do caso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que "há elementos suficientes para instauração do inquérito".

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Afastamento do cargo e possíveis consequências administrativas

Em fevereiro, por unanimidade, o STJ decidiu afastar Buzzi do cargo enquanto durar a apuração. O ministro está, inclusive, impedido de entrar nas dependências do tribunal. O pleno do STJ deve se reunir nesta terça-feira, 14 de maio, para avaliar a conclusão de uma sindicância aberta para examinar a situação de Buzzi em razão das denúncias.

Há expectativa no STJ de que a sindicância recomende a abertura de um processo administrativo contra o ministro. Uma eventual punição pode chegar à aposentadoria compulsória, caso as acusações sejam confirmadas. Buzzi nega veementemente todas as acusações.

Outras acusações e contexto do caso

Além da denúncia de assédio contra a jovem de 18 anos, Buzzi é alvo de outra acusação, envolvendo uma mulher que trabalhou no gabinete do magistrado. Esse segundo caso teria ocorrido em 2023, ampliando o escopo das investigações sobre a conduta do ministro.

A decisão do STF reflete a seriedade com que o Poder Judiciário trata alegações de conduta inadequada por parte de seus membros, garantindo que todos os fatos sejam devidamente apurados dentro do rigor legal e processual.

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