Símbolos nazistas são encontrados em centro acadêmico da UFMT em Cuiabá
Desenhos de suásticas e outros símbolos associados a ideologias nazistas foram descobertos no Centro Acadêmico de História (CAHIS) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), localizado em Cuiabá. Os registros dos símbolos começaram a ser feitos na segunda-feira, dia 13, e levaram à abertura imediata de um processo interno para apuração detalhada dos fatos.
Identificação de símbolos fascistas
Além das suásticas, que são o símbolo mais conhecido do regime nazista alemão, também foram identificados desenhos ligados ao Partido Nazifascista italiano e à Falange espanhola, grupos históricos de extrema-direita. Segundo informações do Centro Acadêmico, os símbolos estavam em uma parede destinada ao uso de giz dentro do espaço estudantil, que é tradicionalmente utilizado para expressões dos alunos.
Repetição dos atos e medidas tomadas
De acordo com a gestão do CAHIS, novos desenhos foram encontrados na terça-feira, dia 14, o que indicou claramente a repetição intencional do ato. Diante dessa situação preocupante, os estudantes realizaram registros fotográficos completos e convocaram uma reunião urgente para definir as medidas que seriam adotadas em resposta a esses incidentes.
Na quarta-feira, dia 15, o caso foi formalmente encaminhado à Coordenação do Curso, à Chefia do Departamento e à Direção do Instituto. Um processo oficial foi aberto no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da universidade e segue em análise minuciosa pela administração superior da UFMT.
Posicionamento firme do Centro Acadêmico
Em nota pública divulgada, o Centro Acadêmico de História afirmou com veemência: "A parede destinada à expressão dos estudantes NUNCA foi, e nunca será, espaço para apologia ao ódio, à violência e ao extermínio. O Centro Acadêmico repudia com total veemência esses atos nojentos. Não há relativização possível: nazismo não é opinião, é crime previsto em lei e uma afronta direta à memória histórica, à dignidade humana e à convivência universitária".
A entidade estudantil destacou ainda que esse tipo de manifestação não pode ser considerada "brincadeira", mas sim crime previsto na Lei nº 7.716/1989, que trata especificamente de discriminação e preconceito. O Centro Acadêmico declarou enfaticamente que não tolerará atos que "atacam diretamente a dignidade humana, a democracia e os direitos fundamentais".
Compromisso ético dos estudantes
Na mesma nota, os estudantes de História reforçaram seu compromisso ético: "Enwhile historiadoras e historiadores em formação, temos o compromisso ético de não relativizar nem silenciar frente a práticas que reforçam a violência e a exclusão". Eles enfatizaram a importância de combater qualquer forma de apologia a regimes totalitários e discriminatórios.
O Centro Acadêmico informou que, a partir deste momento, todos os encaminhamentos e esclarecimentos necessários sobre o caso ficarão sob responsabilidade exclusiva da gestão superior da Universidade Federal de Mato Grosso. A universidade deverá conduzir as investigações e tomar as providências cabíveis conforme a legislação brasileira.



