Seis foragidos de esquema de agiotagem no AM mira servidoras públicas com juros abusivos
Seis foragidos de agiotagem no AM mira servidoras públicas

Seis suspeitos permanecem foragidos em esquema milionário de agiotagem no Amazonas

A Polícia Civil do Amazonas segue em busca de seis indivíduos suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em agiotagem, caracterizada pela cobrança de juros abusivos, ameaças e até a apropriação de bens das vítimas. Os nomes foram divulgados após a segunda fase da Operação Tormenta, deflagrada na terça-feira (14), que já resultou na prisão de cinco pessoas, incluindo um tenente da Aeronáutica apontado como líder de um dos núcleos.

Esquema movimentou mais de R$ 150 milhões e mirava servidoras

Segundo as investigações, iniciadas em janeiro deste ano, o grupo era composto por núcleos de agiotas que atuavam de forma integrada, oferecendo empréstimos clandestinos com juros que podiam aumentar as dívidas em mais de 50% ao mês. As principais vítimas eram servidoras públicas, especialmente mulheres que trabalham em órgãos como o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM).

"São diversos grupos de agiotas que, interligados entre eles, realizavam cobranças de juros excessivos e as extorsões, inclusive a realização de roubos", afirmou o delegado Cícero Túlio, responsável pelo caso.

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Métodos de coerção e ciclo de extorsão

Após conceder os empréstimos, os criminosos iniciavam uma pressão constante sobre as vítimas, utilizando ameaças e cobranças agressivas. Quando encontravam dificuldade para receber os valores, as dívidas eram repassadas para outros grupos ligados ao esquema, fazendo com que os montantes devidos crescessem exponencialmente e mantendo um ciclo vicioso de extorsão.

Além das ameaças, os suspeitos se apropriavam de bens das vítimas, como:

  • Veículos de luxo
  • Joias e eletrônicos
  • Imóveis
  • Documentos pessoais e cartões bancários

Em alguns casos, chegavam a controlar aplicativos bancários para retirar dinheiro diretamente das contas, conforme relatado pela polícia.

Lista dos foragidos e continuidade das atividades criminosas

Os seis suspeitos que ainda não foram localizados são:

  1. Igor Francys Costa do Cazal, conhecido como "Alemão"
  2. Francisco Miguel Ferreira Neto
  3. Gilmar Silva de Souza
  4. Bruno Luan Oliveira Vasquez
  5. Gustavo da Silva Albuquerque
  6. Marco Aurélio de Morais Pinheiro Júnior

Mesmo com a prisão de parte do grupo na primeira fase da operação, as investigações apontaram que o esquema continuou funcionando por meio de intermediários, que mantinham as cobranças, ameaças e movimentações financeiras. "Durante a primeira fase da Operação Tormenta, a gente conseguiu retirar parte dessa organização criminosa de circulação e mesmo com sete pessoas presas, eles continuaram e ainda debocharam da atuação da polícia e do Poder Judiciário", explicou o delegado Cícero.

Relatos das vítimas e apreensões

Uma das vítimas, servidora do TJAM, relatou ter feito um empréstimo inicial de R$ 5 mil, mas a dívida cresceu rapidamente para valores milionários. Ela afirmou ter perdido dois imóveis e um carro, além de sofrer ameaças de morte e de sequestro do filho.

Na primeira fase da operação, a polícia cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueios judiciais, além de apreender:

  • Armas
  • Dinheiro em espécie
  • Documentos
  • Cerca de 30 veículos de luxo

As investigações indicam que o esquema, que teria movimentado mais de R$ 150 milhões, mantinha ligações com outros grupos criminosos, ampliando seu alcance e capacidade de ação no estado do Amazonas.

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