Segurança de chefe do Comando Vermelho é preso após tentar se internar com nome falso no Rio
Um homem identificado como segurança de Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó, foi preso após dar entrada em um hospital em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na noite de segunda-feira, 13 de abril de 2026. Daniel Cascardo Alves, apelidado de Cachoeira, integra o braço armado do chefe do tráfico do Comando Vermelho no Complexo do Salgueiro, conforme apontam investigações da Polícia Civil do estado.
Identificação por tatuagens e tentativa de burlar a lei
Cachoeira deu entrada em uma unidade de saúde utilizando o nome de um familiar, em uma clara tentativa de evitar a identificação pelas autoridades. A ação ocorreu depois que ele sofreu um acidente de moto dentro da comunidade onde atuava. No entanto, as tatuagens em seu corpo foram cruciais para que os agentes o reconhecessem e efetuassem a prisão em flagrante.
Ele foi detido pelos crimes de associação criminosa e uso de identidade falsa, sendo imediatamente encaminhado ao Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, onde permanece sob custódia policial. Rabicó, por quem Cachoeira trabalhava, já foi condenado a mais de 27 anos de prisão e está foragido desde 2019, aumentando a relevância desta captura.
Papel de confiança na facção e envolvimento em crimes violentos
Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, as diligências realizadas indicam que o segurança ocupava uma posição de extrema confiança dentro da facção criminosa, com atuação direta em confrontos armados. Além disso, ele é investigado por envolvimento em roubos de cargas e veículos na região metropolitana.
A corporação informou que Cachoeira foi reconhecido como autor de um roubo de carga ocorrido na BR-101, realizado na última sexta-feira, 10 de abril. De acordo com o relato da vítima, o segurança de Rabicó portava um fuzil durante o assalto, demonstrando o nível de periculosidade de suas ações.
Ostentação em redes sociais e falta de discrição
As investigações apontam ainda que Daniel Cascardo Alves não era conhecido pela discrição. Pelo contrário, ele utilizava redes sociais para ostentar armas de fogo ao lado de outros integrantes do grupo criminoso, comportamento que chamou a atenção das autoridades e facilitou o rastreamento de suas atividades.
Este caso reforça a atuação contínua das forças policiais no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, especialmente em áreas como o Complexo do Salgueiro, onde o Comando Vermelho mantém forte influência. A prisão de Cachoeira representa um golpe significativo na estrutura logística e de segurança da facção, que perde um elemento-chave em sua operação.



