Cinco réus condenados a até 209 anos por chacina com cinco mortos em Cidreira
Réus condenados a até 209 anos por chacina em Cidreira

Cinco réus condenados a penas de até 209 anos por chacina em Cidreira

Os cinco réus acusados de participação em uma chacina que resultou na morte de cinco pessoas em Cidreira, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, em abril de 2024, foram condenados a penas que chegam a 209 anos de prisão. O julgamento por júri popular foi concluído nesta sexta-feira (10) na cidade de Tramandaí, com a decisão ainda sujeita a recursos judiciais.

Quatro dos acusados, que já se encontravam presos preventivamente, não terão direito a recorrer em liberdade. Já o quinto réu, que cumprirá sua pena em regime semiaberto, teve a prisão preventiva revogada após cumprir o tempo necessário para progressão do regime prisional.

Motivação e detalhes do crime

A investigação apontou que a motivação do crime, ocorrido em 10 de abril de 2024, foi uma disputa por pontos de venda de drogas na região. O delegado Antônio Carlos Ractz, que conduziu as investigações, afirmou na época que uma das hipóteses principais era justamente o tráfico de entorpecentes, o que posteriormente se confirmou. O delegado também expressou sua crença de que "inocentes morreram" durante o episódio violento.

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Segundo as investigações, os réus renderam as vítimas e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. Após cometer os homicídios, os acusados roubaram o carro das vítimas e teriam continuado as execuções em uma segunda residência. O veículo foi posteriormente localizado abandonado na beira da praia de Magistério, em Balneário Pinhal.

Vítimas e consequências do massacre

As cinco vítimas fatais foram identificadas como:

  • Édison Espíndola, 61 anos
  • Giam Brisola, 19 anos
  • Luiz Alberto Xavier, 68 anos
  • Luiz Cláudio Canabarro dos Santos, 44 anos
  • Florindo Pedroso, 66 anos

Três dessas vítimas foram baleadas, enquanto duas foram encontradas carbonizadas após um incêndio criminoso em um local que funcionava como depósito de materiais. Além dos cinco mortos, outras três pessoas ficaram feridas durante o ataque, sendo que uma delas precisou passar por cirurgia e permaneceu internada em estado estável, enquanto outra recebeu atendimento médico e teve alta hospitalar.

Acusações e penas aplicadas

Quatro dos réus responderam por múltiplas acusações, incluindo:

  1. Cinco homicídios qualificados (motivo torpe, recurso que dificultou a defesa e para assegurar a execução, ocultação, impunidade ou vantagem de outro crime)
  2. Associação criminosa
  3. Três tentativas de homicídio qualificado (motivo torpe, recurso que dificultou a defesa e finalidade de assegurar outro crime)
  4. Dois roubos majorados
  5. Incêndio criminoso
  6. Destruição de cadáveres

O quinto réu foi acusado especificamente por associação criminosa. As penas aplicadas pelo tribunal do júri foram as seguintes:

  • Jéferson da Silva Veiga: 209 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado
  • Cristiano Berger: 209 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado
  • Pablo Silva Souza da Silva: 164 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado
  • Eduardo Matteo Torres: 140 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão, em regime fechado
  • Dionatan Freitas Vieira: 3 anos de reclusão em regime semiaberto

Contexto do crime e investigação

O crime ocorreu no dia 10 de abril de 2024, por volta das 18 horas, quando a Brigada Militar foi acionada para atender uma ocorrência de incêndio no bairro Parque dos Pinos, em Cidreira. Testemunhas relataram que as chamas foram precedidas por barulhos de tiros. Após o trabalho dos bombeiros, os cinco corpos foram encontrados na mesma rua.

O g1 RS buscou contato com os advogados de defesa dos réus, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço para manifestação dos profissionais do direito segue aberto conforme protocolo jornalístico.

Este caso representa mais um episódio trágico da violência relacionada ao tráfico de drogas no Litoral Norte gaúcho, com a justiça aplicando penas severas na tentativa de coibir tais crimes e trazer alguma medida de justiça para as famílias das vítimas.

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