Ex-delegado Rivaldo Barbosa é transferido para presídio do Rio após deixar Mossoró
Rivaldo Barbosa deixa presídio federal e vai para Bangu 8 no Rio

Ex-delegado Rivaldo Barbosa é transferido para presídio do Rio após deixar Mossoró

O ex-delegado Rivaldo Barbosa ingressou no sistema prisional do Rio de Janeiro na madrugada desta terça-feira (17), após ser transferido da Penitenciária Federal de Mossoró, localizada no Rio Grande do Norte. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), ele deu entrada por volta das 0h30 e está atualmente custodiado no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, mais conhecido como Bangu 8.

Determinação judicial e transferência autorizada

A transferência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou a mudança de Domingos Inácio Brazão, outro condenado no caso, que se encontra preso em Rondônia. Segundo a Seap, o processo de transferência de Brazão ainda está em andamento pelos órgãos responsáveis, seguindo as mesmas diretrizes judiciais.

Rivaldo Barbosa foi condenado a 18 anos de prisão pelos crimes de obstrução à Justiça e corrupção, além de ter perdido sua função pública. No entanto, o ex-delegado foi absolvido pelo STF das acusações de ter planejado e ordenado o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, devido à falta de provas concretas.

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Contexto do caso e prisão anterior

Rivaldo Barbosa foi preso em março de 2024, acusado de contribuir com o crime e atrapalhar o andamento das investigações relacionadas ao assassinato de Marielle Franco. Na época do atentado, ocorrido em março de 2018, ele era o chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, tendo sido nomeado para o cargo no dia anterior ao crime. Antes disso, comandou a Divisão de Homicídios e, quando foi preso, ocupava a posição de coordenador de Comunicações e Operações Policiais da instituição.

Detalhes do caso Marielle Franco

Segundo a Procuradoria-geral da República, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão e seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão, foram identificados como os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A assessora Fernanda Chaves também ficou ferida no ataque.

Além dos irmãos Brazão, foram denunciados o delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, acusado de auxiliar no planejamento do crime, e o policial militar Ronald Paulo de Alves, acusado de monitorar os deslocamentos de Marielle. O ex-assessor Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, responde por integrar a organização criminosa junto com os irmãos Brazão.

De acordo com a acusação, o motivo central do crime foi a atuação política da vereadora, que buscava atrapalhar interesses dos irmãos Brazão, incluindo a regularização de áreas controladas por milícias na cidade do Rio de Janeiro.

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