Ex-delegado Rivaldo Barbosa é transferido de Mossoró para o Rio após condenação no caso Marielle
Rivaldo Barbosa deixa presídio de Mossoró e vai para o Rio

Ex-delegado condenado no caso Marielle deixa presídio federal no RN para cumprir pena no Rio

O ex-delegado Rivaldo Barbosa, condenado a 18 anos de prisão por envolvimento no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, deixou a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, na tarde desta segunda-feira (16). A transferência para uma penitenciária no Rio de Janeiro foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou a mudança de Domingos Inácio Brazão, outro condenado no mesmo processo, que estava detido em Rondônia.

Detalhes da transferência e procedimentos realizados

Rivaldo Barbosa saiu do presídio federal de Mossoró por volta das 14 horas e foi levado para realizar exames na sede da Polícia Científica da cidade. Ele deixou o prédio às 14h37 e seguiu viagem para o Ceará, de onde embarcaria para o Rio de Janeiro. O aeroporto específico de onde ocorreu o embarque não foi divulgado pelas autoridades.

O ex-delegado foi condenado a 18 anos de prisão pelos crimes de obstrução à Justiça e corrupção, além de ter perdido a função pública. É importante destacar que Rivaldo Barbosa foi absolvido pelo STF das acusações de planejar e mandar matar a ex-vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, devido à falta de provas suficientes para essas alegações.

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Contexto do caso e envolvimento de Rivaldo Barbosa

Rivaldo Barbosa foi preso em março de 2024, acusado de contribuir com o crime e atrapalhar o andamento das investigações. Na época do atentado, ele era chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, tendo sido nomeado para o cargo no dia anterior ao crime. Antes disso, comandava a Divisão de Homicídios, e quando foi preso, atuava como coordenador de Comunicações e Operações Policiais da instituição.

Segundo a Procuradoria-geral da República, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão e seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão, foram identificados como os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018. A assessora Fernanda Chaves ficou ferida no ataque.

Além de Rivaldo Barbosa, acusado de ajudar a planejar o crime, foram denunciados o policial militar Ronald Paulo de Alves, acusado de acompanhar os deslocamentos de Marielle, e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, que responde por integrar a organização criminosa com os irmãos Brazão.

De acordo com a acusação, o motivo do crime foi a atuação política da vereadora, que estaria atrapalhando interesses dos irmãos Brazão, incluindo a regularização de áreas comandadas por milícias no Rio de Janeiro.

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