Justiça impõe restrições a homem suspeito de tentar furtar helicóptero em Caxambu
Restrições a suspeito de furto de helicóptero em Caxambu

Suspeito de tentar furtar helicóptero em Caxambu recebe restrições judiciais

A Justiça de Minas Gerais impôs uma série de medidas cautelares a Luiz Gustavo Fonseca Aires, de 52 anos, suspeito de invadir o aeroporto de Caxambu, no Sul de Minas, e tentar furtar um helicóptero. O homem, preso em flagrante no domingo (8), foi liberado com condições rigorosas para responder ao processo em liberdade.

Restrições específicas para evitar acesso a aeronaves

De acordo com a decisão judicial, assinada pelo juiz Lucas Carvalho Murad, da Vara Plantonista da microrregião de Conceição do Rio Verde, Luiz Gustavo está proibido de frequentar qualquer local relacionado à aviação. Isso inclui aeródromos, aeroportos, hangares, clubes de aviação, campos de pouso e áreas de embarque ou manutenção.

Além disso, ele deve manter uma distância mínima de 200 metros de qualquer aeronave. A medida visa impedir que o investigado, que possui brevê vencido, tenha contato com aviões ou helicópteros.

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Monitoramento eletrônico e outras condições

As medidas cautelares impostas pela Justiça são abrangentes e incluem:

  • Uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento contínuo dos deslocamentos.
  • Recolhimento domiciliar integral, já que o suspeito afirmou estar desempregado. Se conseguir comprovar emprego em até cinco dias, o recolhimento passa a ser noturno, das 20h às 5h, e integral nos dias de folga.
  • Suspensão judicial do brevê, sua licença de piloto, que já estava vencida.
  • Proibição de mudar de residência ou se ausentar por mais de oito dias sem autorização judicial.
  • Obrigação de comparecer a todas as intimações e manter endereço atualizado no processo.

O caso do helicóptero em Caxambu

O incidente ocorreu na madrugada de domingo, quando Luiz Gustavo invadiu o aeroporto de Caxambu. Segundo a Polícia Militar, ele rompeu barreiras de segurança, acessou um helicóptero e tentou decolar a aeronave. No entanto, o equipamento caiu antes de levantar voo, sem causar feridos.

O homem foi localizado no mesmo dia, por volta das 15h, em sua casa em São Lourenço. Ele foi detido e levado à delegacia, onde afirmou ter entrado no aeroporto para "testar" a aeronave, demonstrando sua paixão por aviões e helicópteros.

Histórico semelhante nos Estados Unidos

A decisão judicial menciona que Luiz Gustavo já protagonizou situação parecida nos Estados Unidos. Ele teria pilotado um helicóptero sem autorização na Califórnia, sobrevoado por alguns minutos, pousado em uma praia e fugido. Por isso, as medidas cautelares foram pensadas especificamente para evitar que ele tenha acesso novamente a aeronaves.

O investigado responde por furto qualificado e atentado contra a segurança do transporte aéreo. A Polícia Civil pediu a conversão da prisão em flagrante para preventiva, alegando risco à ordem pública. No entanto, o Ministério Público recomendou a liberdade com medidas cautelares, entendimento aceito pela Justiça.

Posição da defesa e próximos passos

Em nota ao g1, a defesa de Luiz Gustavo confirmou a soltura e afirmou que ele colabora com as investigações. A equipe jurídica destacou que "todo caso deve ser tratado com investigação e devido processo legal, aplicando-se prisões mais duras apenas em casos de condenação definitiva".

O descumprimento de qualquer uma das condições impostas pode levar à decretação imediata da prisão preventiva. Após a decisão judicial, na terça-feira (10), o suspeito recebeu o alvará de soltura e teve a tornozeleira eletrônica instalada.

O Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrência e identificou um pequeno vazamento de combustível no local, sem incêndio. A área foi isolada e o material removido, garantindo a segurança do aeroporto.

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