Justiça determina julgamento a júri popular por assassinato de adolescente de 16 anos em São José do Rio Preto
A Justiça de São Paulo ordenou que quatro homens sejam submetidos a júri popular pelo envolvimento no assassinato da adolescente Giovana Pereira Caetano de Almeida, de 16 anos, ocorrido em São José do Rio Preto (SP). A decisão, publicada no Diário Eletrônico nesta sexta-feira (17), aceitou a denúncia do Ministério Público, mas ainda cabe recurso por parte dos acusados.
Detalhes do crime e acusações
Giovana morreu em dezembro de 2023, após uma suposta entrevista de emprego em uma empresa local, onde teria usado cocaína, maconha e recebido bebida alcoólica. Seu corpo foi encontrado enterrado oito meses depois, em agosto de 2024, em um sítio em Nova Granada (SP). Os quatro suspeitos enfrentam acusações graves:
- Anderson Luís, funcionário, poderá responder por homicídio qualificado por meio cruel, assegurar a impunidade, feminicídio, omissão de socorro e ocultação de cadáver.
- Gleison Luís Menegildo, empresário, foi denunciado pelos mesmos crimes de homicídio qualificado, feminicídio, omissão de socorro e ocultação de cadáver.
- Cleber Danilo Partezani, caseiro, poderá responder por ocultação de cadáver.
- Rodrigo Landolfi, mecânico, foi denunciado por omissão de socorro.
Anderson e Gleison estão presos preventivamente desde 15 de agosto do ano passado e permanecerão custodiados até o julgamento. Cleber e Rodrigo respondem ao processo em liberdade, embora Cleber tenha sido preso temporariamente e depois solto.
Investigação e descoberta do corpo
O caso veio à tona quando a polícia recebeu informações sobre um corpo enterrado em uma propriedade rural. Ao investigar, os policiais encontraram a ossada da adolescente. Durante a prisão dos suspeitos, armas e drogas foram apreendidas na casa do empresário Gleison, reforçando as evidências do crime.
Segundo relatos iniciais à polícia, Giovana teria ido à empresa de Gleison para uma entrevista de estágio, onde passaram a usar cocaína. Gleison e Cleber afirmaram em depoimento que tiveram relações sexuais com a adolescente, que posteriormente teria passado mal, apresentando espasmos e secreções na boca e nariz. Os três então colocaram o corpo em uma caminhonete e o enterraram no sítio.
Andamento processual e reações
A data do julgamento ainda não foi divulgada, mas o advogado que representa os réus já adiantou que irá recorrer da decisão de levar o caso a júri popular. Enquanto isso, o corpo de Giovana foi velado e enterrado em 15 de fevereiro do ano passado, em Votuporanga (SP), quase seis meses após a descoberta do crime. Inicialmente, o corpo ficou cinco meses em um refrigerador porque a mãe pretendia cremá-lo, mas desistiu da ideia.
Este caso chocou a região e destaca a gravidade dos crimes envolvendo violência contra adolescentes, com a Justiça buscando responsabilizar todos os envolvidos através de um julgamento público e transparente.



