Psicólogo condenado a quase 20 anos por abusar de pacientes em Guarapuava
Psicólogo preso por abusar de pacientes em Guarapuava

Psicólogo condenado a quase 20 anos de prisão por abusar de pacientes em Guarapuava

O psicólogo Giovani Caetano Jaskulski, de 56 anos, foi condenado a uma pena total de 19 anos, 10 meses e oito dias de prisão por crimes de violação sexual mediante fraude e violência psicológica contra mulheres que eram suas pacientes. A sentença, que resulta da soma de três condenações distintas, foi determinada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e levou à prisão do profissional no último dia 12 de março, no Centro de Guarapuava, na região central do estado.

Vítimas relatam abusos durante sessões terapêuticas

Entre as vítimas identificadas durante as investigações do MP-PR, encontra-se uma adolescente que tinha apenas 16 anos à época da denúncia. Em seu depoimento, a jovem relatou que o psicólogo a fazia usar apenas roupas íntimas durante as sessões e tocava seu corpo diversas vezes, justificando essas ações como parte do processo terapêutico. "Ele passou a ficar com a mão na minha calcinha e pediu pra eu tirar o sutiã. E que sempre falava que eu tinha que deixar ele me tocar porque fazia parte do tratamento", declarou a vítima em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná.

Além dessa adolescente, outras quatro mulheres, com idades de 23, 32, 37 e 44 anos, também foram identificadas como vítimas dos abusos cometidos por Giovani. Uma das ex-pacientes contou que o psicólogo colocou a mão dentro do seu sutiã durante uma sessão, deixando-a desesperada. "Eu me lembro que eu entrei dentro do carro, eu chorei muito, eu chorei uns 20 minutos seguidos", relatou a mulher, destacando o trauma vivido.

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Condenações acumuladas e mudança de regime prisional

Giovani Caetano Jaskulski já possui três condenações relacionadas a esses crimes, sendo a pena total a soma delas. Inicialmente, ele cumpria sentença em regime semiaberto, com o uso de tornozeleira eletrônica, após sua primeira prisão registrada em 1º de julho de 2023. Com a terceira condenação, no entanto, o psicólogo agora passa a cumprir a pena em regime fechado, conforme determinação judicial.

O registro profissional de Giovani no Conselho Federal de Psicologia encontra-se suspenso, impedindo-o de exercer a atividade. A defesa do psicólogo optou por não se manifestar sobre o caso, alegando que se trata de processos sigilosos, conforme informado à RPC. O g1 tentou contato novamente com o advogado no sábado (21), mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Detalhes chocantes dos abusos cometidos

Os relatos das vítimas revelam situações extremamente perturbadoras ocorridas durante as sessões terapêuticas. A adolescente de 16 anos descreveu que, em uma ocasião, o psicólogo a fez ficar "de quatro" no sofá da clínica. Em outra sessão, ele exigiu que ela levasse o vestido que usava no dia em que foi abusada sexualmente anteriormente e ainda a fez dançar com ele dentro do consultório.

A mãe da jovem vítima também deu seu depoimento, contando que o psicólogo orientava a família a não conversar sobre as sessões, argumentando que "aquilo atrapalharia a confiança que ele estava conseguindo dela [vítima]". Essa manipulação psicológica era parte do padrão de comportamento do profissional, que utilizava sua posição de autoridade para cometer os abusos.

O caso, que chocou a comunidade de Guarapuava e todo o Paraná, serve como alerta para a importância da fiscalização no exercício de profissões que envolvem cuidado e confiança, especialmente quando se trata de pacientes em situação de vulnerabilidade psicológica.

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