Professora esfaqueada por alunos em Caxias do Sul receberá indenização da prefeitura
Professora esfaqueada por alunos receberá indenização da prefeitura

Professora esfaqueada por alunos em escola municipal receberá indenização da prefeitura de Caxias do Sul

A Justiça determinou que a prefeitura de Caxias do Sul, na Serra gaúcha, pague uma indenização a uma professora que foi esfaqueada por três alunos dentro de uma escola municipal. A decisão judicial considera que houve uma omissão grave do município na segurança do ambiente escolar, permitindo que o ataque planejado ocorresse durante uma aula.

Detalhes do ataque e decisão judicial

O ataque violento ocorreu em abril do ano passado, na Escola Municipal João de Zorzi. Três adolescentes, com idades entre 13 e 15 anos, feriram a professora de inglês com facas durante a aula, causando ferimentos na cabeça, nas costas e no pescoço. A professora, que prefere não se identificar, não correu risco de vida, mas segue afastada de suas atividades em sala de aula enquanto se recupera em casa.

Na decisão, a juíza Maria Cristina Rech, da 2ª Vara Cível, afirmou que o município foi falho ao não impedir que os alunos entrassem na escola com armas brancas e executassem um ataque planejado dentro da sala de aula. A magistrada destacou que a prefeitura foi omissa na vigilância e na segurança do ambiente escolar, o que configura uma responsabilidade direta pelo incidente.

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Valor da indenização e reações

O valor total da indenização é de R$ 194 mil por danos morais e estéticos à professora. Além disso, o marido e a filha da vítima também devem receber R$ 20 mil cada um, por danos morais decorrentes do trauma vivido. A Procuradoria-Geral do Município de Caxias do Sul informou que vai recorrer da decisão, enquanto a prefeitura não quis se manifestar sobre o caso.

A professora enfrentou um longo processo de recuperação, incluindo fisioterapia para recuperar a mobilidade e acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Segundo o advogado da professora, os custos acumulados dos tratamentos foram de cerca de R$ 5 mil apenas no primeiro mês após o ocorrido, evidenciando o impacto financeiro e emocional do ataque.

Investigação e medidas socioeducativas

A Polícia Civil concluiu as investigações em abril de 2025, apontando os três adolescentes apreendidos como autores do ato infracional. De acordo com a apuração, eles teriam planejado o ataque pelas redes sociais e levado cinco facas para a escola. A motivação dos alunos seria uma insatisfação geral contra a escola e os professores, e não direcionada especificamente à professora vítima do ataque.

Em maio, a Justiça determinou que os três adolescentes fossem internados por até três anos como medida socioeducativa na Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (FASE), onde seguem atualmente. Este caso chocou a comunidade local e levantou questões urgentes sobre a segurança nas escolas públicas, destacando a necessidade de medidas preventivas para evitar episódios semelhantes no futuro.

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