Professor é preso em flagrante por importunação sexual em escola estadual de Guarulhos
Um professor de 26 anos foi preso em flagrante na tarde de segunda-feira (6) por cometer importunação sexual contra uma funcionária da Escola Estadual Ary Gomes, localizada no bairro Vila São Rafael, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O caso ocorreu dentro da unidade de ensino e gerou revolta na comunidade escolar.
Detenção e confissão do crime
Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), policiais militares foram acionados para atender a ocorrência na Rua Alegre, onde tomaram conhecimento dos fatos. O homem, que atuava como professor temporário, confessou o crime de importunação sexual e foi imediatamente preso em flagrante, permanecendo à disposição da Justiça.
O registro policial foi feito na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarulhos, caracterizando o ato como importunação sexual. A vítima é uma funcionária responsável por atividades de organização da escola, conforme relato de familiares.
Reação da Secretaria de Educação e impacto na vítima
Em nota oficial, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) informou que o episódio aconteceu quando já não havia alunos presentes no local. A pasta afirmou repudiar qualquer forma de assédio sexual e comunicou que o professor teve seu contrato temporário encerrado imediatamente.
A secretaria também destacou que a funcionária recebeu apoio da escola para registrar o boletim de ocorrência e que a unidade colabora integralmente com as investigações em andamento.
Relato emocionado da família
Em uma publicação nas redes sociais, a filha da vítima descreveu o profundo impacto do episódio na saúde de sua mãe. Segundo ela, a funcionária precisou de atendimento médico após sofrer uma crise de gastrite nervosa, condição agravada pelo trauma vivido.
“O que deveria ser um ambiente de respeito se tornou palco de um trauma. Minha mãe foi vítima de importunação sexual por parte de um professor temporário da unidade”, escreveu a jovem, que ainda relatou a atitude despreocupada do suspeito.
Ela afirmou que o professor confessou o crime perante as autoridades de maneira simplista, chegando a dizer com desdém: “vou ficar apenas dois dias, né?”. Na mesma publicação, a filha agradeceu o apoio recebido de colegas e famílias, reforçando que “a culpa nunca é da vítima” e que “o silêncio não é mais uma opção” em casos de violência sexual.
Este caso evidencia a importância de mecanismos de proteção e denúncia em ambientes educacionais, além de destacar as consequências físicas e emocionais que crimes dessa natureza podem causar às vítimas.



