Produtor de abacaxi é assassinado em pizzaria; rivalidade entre fazendeiros é motivação
Produtor de abacaxi assassinado; rivalidade entre fazendeiros é motivação

Produtor de abacaxi é executado em pizzaria durante jantar com a família em Miranorte

Um vídeo chocante registrou o momento exato em que o produtor rural José Geraldo Oliveira Fonseca foi assassinado a tiros dentro de uma pizzaria na cidade de Miranorte, no Tocantins. As investigações conduzidas pela Polícia Civil do estado apontam que o crime, ocorrido na noite de 7 de setembro de 2024, teria sido motivado por uma intensa rivalidade comercial e pessoal entre fazendeiros do ramo de abacaxi.

Seis envolvidos no crime: mandante, intermediários e pistoleiros

Conforme as autoridades policiais, seis pessoas participaram diretamente do homicídio. O fazendeiro Roberto Coelho de Sousa é apontado como o mandante do crime. Adão dos Reis, Diego Andrade e Raquel Faria são suspeitos de atuarem como intermediários, organizando a execução. Os dois pistoleiros contratados, identificados como Rosevaldo Pedrosa de Albuquerque Júnior e José Nadson de Santana Júnior, foram os responsáveis pelos disparos.

Os dois executores morreram em um confronto com a polícia durante o cumprimento de mandados de prisão em Maceió, Alagoas, no dia 10 de março de 2026. Na mesma operação, Roberto Coelho e os três intermediários foram presos. Durante buscas em um endereço ligado ao suposto mandante, um policial militar da reserva foi detido em flagrante por posse irregular de arma de fogo, após a apreensão de três armas. Ele pagou fiança e foi liberado, permanecendo sob investigação.

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Detalhes do assassinato: cumprimentos antes dos tiros

As imagens de segurança mostram dois homens chegando à pizzaria em uma motocicleta. Um deles desce e atira nas costas de José Geraldo, que jantava com a família. O criminoso ainda levantou a vítima parcialmente e efetuou um segundo disparo antes de fugir do local. Curiosamente, segundo relatos de um parente da vítima, os suspeitos intermediários Raquel Faria e Diego Andrade estavam presentes no estabelecimento e chegaram a cumprimentar a família momentos antes do ataque. Eles também compareceram ao velório do produtor rural.

A polícia afirma que a rivalidade entre José Geraldo e Roberto Coelho era declarada, agravada pela disputa direta por espaço na produção e comercialização de abacaxi na região. Problemas pessoais não detalhados também teriam contribuído para o conflito.

Identificação e investigações técnicas

A identificação de um dos atiradores foi possível graças ao trabalho de papiloscopia, que coletou fragmentos de digitais no local do crime. A investigação contou com o apoio dos setores de inteligência da Polícia Civil de Alagoas e do Rio de Janeiro, além da Polícia Rodoviária Federal.

Notas das defesas e da Polícia Militar

A defesa de Roberto Coelho de Sousa e Adão dos Reis informou que ainda não teve acesso integral aos autos do processo, o que impede uma análise detalhada do caso. Eles ressaltaram o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório.

Os advogados de Raquel Faria declararam que, neste estágio, priorizam o exame técnico dos autos antes de qualquer pronunciamento, para não comprometer a estratégia defensiva. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Diego Andrade da Silva até a última atualização.

A Polícia Militar do Tocantins emitiu nota afirmando que o policial da reserva preso não está em atividade operacional e que, até o momento, não há confirmação oficial de ligação direta entre ele e o assassinato. A corporação reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência, colocando-se à disposição para colaborar com as investigações, que seguem sob responsabilidade da Polícia Civil.

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