Mulher é presa por exercício ilegal da advocacia em delegacia de Canela, na Serra Gaúcha
Prisão por exercício ilegal da advocacia em delegacia de Canela

Estudante de Direito presa ao se passar por advogada dentro de delegacia gaúcha

Uma mulher foi presa em flagrante na manhã desta segunda-feira, 9 de setembro, dentro da Delegacia de Polícia de Canela, localizada na Serra Gaúcha. O crime de exercício ilegal da advocacia foi descoberto quando a suspeita acompanhava uma mulher em situação de vulnerabilidade, que é vítima em um procedimento policial em andamento.

Flagrante durante oitiva policial revela fraude

Durante o início da oitiva, a vítima informou aos policiais que estava acompanhada de sua advogada, referindo-se precisamente à mulher que seria posteriormente presa. Os agentes da lei, no entanto, perceberam inconsistências e decidiram intervir. Após verificação, constataram que a suspeita não possui inscrição regular na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), condição essencial para o exercício legal da profissão. A investigada seria, na verdade, uma estudante de Direito.

Investigação prévia já apurava denúncias de golpes

O delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela, esclareceu que a prisão em flagrante é um desdobramento direto de uma investigação que já estava em curso. Um inquérito policial apurava denúncias consistentes de que a mulher se apresentava publicamente como advogada para captar clientes e formalizar contratos fraudulentos de prestação de serviços jurídicos.

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Em um dos casos investigados, uma vítima relatou ter repassado aproximadamente R$ 20 mil à suspeita, sob a promessa de uma atuação jurídica específica que nunca se concretizou. A polícia também analisa uma série de registros documentais que comprovam que a investigada assinava contratos e se apresentava como advogada em diversas ocasiões, inclusive em entrevistas gravadas para veículos da mídia local e regional.

Resposta institucional da Ordem dos Advogados do Brasil

Em nota pública divulgada nesta mesma segunda-feira, a Subseção Canela Gramado da OAB/RS se manifestou oficialmente sobre o caso. Assinado pelo presidente Roberto Maldaner, o comunicado expressa "absoluta confiança e respeito pelo trabalho das autoridades policiais" na proteção da atividade privativa da advocacia.

A entidade deixou claro que não teve qualquer participação ou interferência nos atos policiais e destacou enfaticamente que a mulher detida não é advogada. "A mencionada detida não é advogada, logo, não tem direitos institucionais ou prerrogativas atendidos por este órgão de classe", afirma a nota.

A OAB reforçou seu compromisso social e lembrou que disponibiliza ferramentas acessíveis para que o público consulte a regularidade dos profissionais, como o Cadastro Nacional de Advogados. Esta medida visa precisamente evitar que cidadãos sejam vítimas de golpes semelhantes.

Desdobramentos do caso e busca por outras vítimas

A mulher foi imediatamente conduzida ao sistema prisional após a prisão em flagrante. A Polícia Civil de Canela continua suas investigações para apurar a eventual existência de outras vítimas que possam ter sido lesadas pelos golpes praticados pela suspeita. As autoridades alertam a população para a importância de verificar a regularidade profissional de qualquer advogado antes de firmar contratos ou realizar pagamentos.

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