Prisão de maior ladrão de livros raros do Brasil tem ajuda de fundação
Prisão de ladrão de livros raros tem ajuda de fundação

A prisão de um dos maiores ladrões de livros raros do Brasil contou com a colaboração decisiva da Fundação Casa de Rui Barbosa, instituição vinculada ao Ministério da Cultura. Laéssio Rodrigues de Oliveira, conhecido por furtos de obras raras, livros históricos e documentos de alto valor patrimonial em instituições culturais brasileiras, foi preso após ação conjunta das autoridades.

Atuação da Fundação Casa de Rui Barbosa

O caso envolvendo a Fundação ocorreu após a identificação de uma tentativa de cooptação de um profissional de segurança da instituição. O suspeito ofereceu vantagem indevida para que o funcionário substituísse uma obra original do acervo por uma réplica. A partir da abordagem, a Fundação registrou notícia-crime, acionou imediatamente a Polícia Federal e os órgãos competentes e colaborou diretamente com as investigações conduzidas pelas autoridades.

“A agilidade da Fundação Casa de Rui Barbosa em formalizar a denúncia foi decisiva para as investigações que levaram à prisão de Laéssio. Esse desfecho também evidencia a importância da atuação articulada entre as instituições. O Sistema MinC, através do IBRAM e FBN, e a Polícia Federal, através da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio e o Meio Ambiente, foram fundamentais para o êxito dessa importante ação em defesa do patrimônio cultural brasileiro”, destacou o presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Alexandre Santini.

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Histórico de crimes

Segundo investigadores, Laéssio já foi preso ao menos 11 vezes e é suspeito de furtar livros centenários avaliados em milhões de reais para abastecer o mercado ilegal de obras raras. Conhecido por utilizar a identidade de pesquisador para acessar acervos raros, ele teve seu nome associado a furtos e desaparecimentos em instituições como a Biblioteca Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes, o Arquivo Nacional e a Fundação Oswaldo Cruz, além de bibliotecas universitárias e coleções privadas em diferentes estados do país.

A ação demonstra a eficácia da cooperação entre instituições culturais e forças policiais na proteção do patrimônio histórico e cultural brasileiro.

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