Policial federal é detido com 129 iPhones avaliados em R$ 1,5 milhão na Rodovia Régis Bittencourt
Um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi preso em flagrante no domingo, 15 de março de 2026, enquanto transportava 129 iPhones avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão. A abordagem ocorreu no quilômetro 300 da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), no estado de São Paulo, após informações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado.
Operação da PM revela compartimento secreto com aparelhos
A Polícia Militar de São Paulo realizou a interceptação do veículo, um Chery Tiggo, pouco depois de ele passar por uma praça de pedágio. Durante a vistoria, os policiais militares identificaram que o acabamento do porta-malas havia sido adulterado. Ao remover o forro externo, descobriram os 129 iPhones escondidos na lataria do carro.
Além dos smartphones, foram apreendidos:
- Uma pistola
- Quatro munições de armas de fogo
- R$ 4.451 em espécie
- Quatro celulares de uso pessoal do suspeito
Policial era lotado no Ceará e foi encaminhado à PF
O homem se identificou como policial rodoviário federal lotado no estado do Ceará. Ele foi imediatamente encaminhado a uma delegacia da Polícia Federal em São Paulo, onde permaneceu à disposição da Justiça. O agente deve responder por facilitação de contrabando ou descaminho.
PRF instaura procedimento administrativo e afasta servidor
Em nota oficial, a Polícia Rodoviária Federal informou que tomou conhecimento da prisão e instaurou procedimento administrativo interno para investigar o ocorrido. O servidor foi afastado de todas as funções administrativas e operacionais.
A corporação afirmou: "A PRF ressalta que não tolera condutas incompatíveis com os valores institucionais, atuando com rigor técnico, responsabilidade e respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, visando à completa elucidação dos fatos."
A instituição também se comprometeu a subsidiar a polícia judiciária com informações que contribuam para o andamento das investigações criminais.
PM apaga informações do site e não se manifesta
Procurada por meio da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a Polícia Militar não se manifestou sobre o caso. As informações sobre a prisão que constavam no site oficial da PM foram removidas, sem explicação fornecida até o momento.
O caso evidencia a atuação integrada de forças de segurança no combate ao crime organizado, mas também levanta questões sobre a infiltração de agentes públicos em esquemas ilícitos de grande escala.



