Três pessoas presas por falso testemunho durante júri de homicídio em Itu (SP)
Três indivíduos foram presos por falso testemunho durante um júri realizado na quarta-feira (11), em Itu, no interior de São Paulo. O caso em que prestavam depoimento referia-se a um homicídio ocorrido em janeiro de 2025, envolvendo a condenação de João Pereira Silva Júnior a 15 anos de reclusão pelo assassinato de Hélio de Jesus Silva.
Detenção inesperada e decisão judicial enérgica
Duas das testemunhas detidas faziam parte da defesa do réu, enquanto a terceira era uma testemunha em comum. De acordo com o advogado Daniel Carmo, que atua na defesa de João Pereira e estava presente no julgamento, a prisão por falso testemunho foi uma decisão surpreendente. Normalmente, abre-se primeiro um inquérito para investigar a veracidade dos depoimentos antes de decretar a prisão dos acusados.
Daniel Carmo explicou que o juiz tem duas opções ao lidar com testemunhas mentirosas: "o caminho enérgico, que ordena a prisão em flagrante, uma medida forte e imediata, ou o caminho cauteloso, que seria determinar a abertura de inquérito, uma medida formal e que seguirá o rito padrão de investigação". No caso específico, o magistrado escolheu a abordagem mais dura, resultando na detenção imediata das testemunhas ao final do julgamento.
Liberação e próximos passos legais
As três pessoas foram liberadas após uma audiência de custódia realizada no dia seguinte à prisão. O advogado Daniel Carmo assumiu a defesa de dois dos acusados de falso testemunho e afirmou que será aberto um inquérito para apurar os eventos ocorridos durante o júri. Isso garante que o processo legal continue, investigando minuciosamente as alegações de falsidade nos depoimentos.
Detalhes do crime de homicídio
Hélio de Jesus Silva, de 40 anos, faleceu no hospital horas após ser baleado na cabeça em um bar na Vila Martins, em Itu, no dia 1º de janeiro de 2025. Conforme o relato da esposa aos policiais, ela estava no banheiro do estabelecimento quando ouviu um tiro. Ao sair, viu uma pessoa saindo do bar e entrando em um veículo. A vítima foi levada para o Pronto Atendimento Municipal de Itu com a ajuda de um casal que estava no local.
João Pereira da Silva Júnior foi condenado pelo homicídio qualificado de Hélio e deve cumprir pena de 15 anos em regime fechado. Hélio, que deixou cinco filhos, foi sepultado na cidade de Olinda, na Bahia. O caso continua a gerar repercussão na região, destacando a seriedade com que a justiça trata crimes de falsidade em processos judiciais.



