Homem é preso com 356 ampolas de tirzepatida proibida no Brasil em rodovia de Itu
Um homem foi preso em flagrante na manhã de quinta-feira, 8 de fevereiro, após ser flagrado transportando 356 ampolas do medicamento tirzepatida, cuja venda é proibida no Brasil, em um ônibus de viagem na Rodovia Presidente Castello Branco (SP-280), em Itu, interior de São Paulo. A carga, que não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi avaliada em mais de R$ 140 mil no mercado clandestino.
Operação policial e apreensão
A prisão foi realizada por policiais da delegacia de Itu, que já investigavam um esquema de contrabando de medicamentos na região. A investigação teve início em fevereiro, após a apreensão de anabolizantes e outros medicamentos controlados de origem paraguaia. Durante as apurações, os investigadores descobriram que uma grande remessa de tirzepatida estava para chegar ao país.
Por meio de informantes, a polícia soube que a carga viria com um passageiro de um ônibus, sendo que a denúncia indicava que o homem estaria usando um boné branco. Com o itinerário em mãos, os policiais montaram uma vigilância no pedágio do km 74,5 da rodovia. O ônibus foi identificado e abordado metros após o pedágio.
Confissão e detalhes da apreensão
No interior do veículo, os policiais localizaram o suspeito, que, ao ser questionado, confessou que transportava os medicamentos em sua mala, no bagageiro do ônibus. Na vistoria, foram encontradas:
- 236 ampolas avulsas de tirzepatida
- 30 caixas, cada uma com 4 ampolas, totalizando 120 unidades
Isso resultou em um total de 356 ampolas apreendidas. Segundo a polícia, cada conjunto de quatro ampolas é vendido no mercado clandestino por cerca de R$ 1,6 mil, o que avalia a carga total em mais de R$ 142 mil.
Outros achados e continuação da investigação
Durante a ação, os policiais também encontraram uma sacola com 72 caixas vazias do mesmo medicamento perto do assento de outro passageiro, que foi conduzido à delegacia para averiguação. O homem principal foi preso em flagrante por crime contra a saúde pública, e a investigação continua para identificar outros envolvidos no esquema de contrabando.
Este caso destaca os riscos do comércio ilegal de medicamentos, que pode colocar em perigo a saúde pública devido à falta de regulamentação e controle sanitário. As autoridades reforçam a importância de denúncias para combater tais atividades criminosas.



