Policial é expulso da PM após furar blitz com carro roubado e drogas em Recife
Policial expulso da PM por furar blitz com carro roubado em Recife

Policial militar é expulso da corporação após furar blitz com carro roubado no Recife

O policial militar Cristiano José dos Santos foi expulso da Polícia Militar de Pernambuco após ser flagrado furando uma blitz da Operação Lei Seca enquanto conduzia um veículo roubado com placas clonadas. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado na terça-feira (7) e assinada pelo secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

Detalhes do caso que levou à expulsão

O caso ocorreu no bairro do Derby, região central do Recife, onde os policiais foram interceptados durante a operação. Além de Cristiano, também estava presente o ex-policial militar Ivanberg Barbosa dos Passos, que recebeu a mesma punição caso retorne à corporação. Um Processo Administrativo Disciplinar Militar foi instaurado para apurar as irregularidades.

De acordo com a decisão judicial da 4ª Vara Criminal da Capital, de agosto de 2022, os acusados foram presos em flagrante com uma série de ilícitos:

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  • Veículo roubado com placas clonadas
  • Arma de fogo do tipo revólver calibre .40
  • Munições do mesmo calibre
  • Quantidade significativa de drogas ilícitas

Investigação aponta para organização criminosa

Em setembro de 2022, o juiz Lucas Tavares Coutinho emitiu outra decisão sobre o caso, destacando que existem "indícios razoáveis de que as pessoas investigadas sejam autores ou partícipes dos crimes de organização criminosa e tráfico de drogas". O processo foi um requerimento da Delegacia de Polícia da 7ª Circunscrição, localizada no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife.

Após análise detalhada pela Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social, os acusados foram considerados culpados. A portaria publicada no DOE fundamentou a exclusão na comprovação de que "a sua conduta infringiu diretamente os preceitos ético-disciplinares, ao defenestrar letalmente a honra pessoal, o sentimento do dever, o pundonor militar e o decoro da classe".

Falta de resposta da defesa e contexto do caso

O g1 tentou contato com a defesa dos policiais militares para esclarecer quando exatamente ocorreu o incidente e se ainda há possibilidade de recurso contra a decisão judicial. Entretanto, não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O caso reforça a importância dos mecanismos de controle interno nas corporações policiais e a atuação da Justiça em combater desvios de conduta.

A expulsão serve como um exemplo das consequências para profissionais de segurança pública que violam a lei que juram proteger, comprometendo a confiança da sociedade nas instituições. A Operação Lei Seca, que flagrou os policiais, continua sendo uma ferramenta crucial para a redução de acidentes de trânsito e combate à criminalidade no estado.

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