Polícia investiga envenenamento por açaí com chumbinho em Ribeirão Preto
A Polícia Civil de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, anunciou nesta terça-feira, 17 de março, que está conduzindo uma investigação para apurar se o copo de açaí consumido por Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, foi deliberadamente envenenado com chumbinho dentro de sua própria residência. O jovem passou mal imediatamente após ingerir o produto e precisou ser internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas felizmente sobreviveu e já se recuperou dos efeitos do veneno.
Namorada é apontada como principal suspeita no caso
A namorada de Adenilson, Larissa de Souza, é considerada uma das principais suspeitas pela polícia, que trata o incidente como uma tentativa de homicídio. O caso remonta ao dia 5 de fevereiro, quando Larissa foi a uma loja localizada na Avenida Barão do Bananal, na zona Leste da cidade, durante a tarde, para retirar um pedido de dois copos de açaí. Por volta das 20 horas, ela retornou ao estabelecimento acompanhada do namorado para apresentar uma reclamação sobre a compra.
Desde o início das investigações, as autoridades descartaram a possibilidade de que o envenenamento tenha ocorrido dentro da loja. O delegado José Carvalho de Araújo Júnior destacou que o preparo do açaí foi completamente filmado pelas câmeras de segurança, e as gravações não mostraram nenhuma atitude suspeita por parte dos funcionários durante o processo.
Imagens de segurança revelam momentos cruciais
A Polícia Civil está analisando novas imagens de câmeras de segurança que capturaram o momento em que Larissa e Adenilson chegaram em casa de carro. Nas gravações, é possível observar Larissa carregando uma sacola com os dois copos de açaí e entregando um deles ao namorado antes de ambos entrarem na residência. Curiosamente, as imagens mostram que Adenilson deixou o copo no chão e saiu com o veículo, enquanto minutos depois, Larissa recolheu o açaí e voltou para dentro de casa.
O delegado José Carvalho de Araújo Júnior explicou que "em algum momento, alguém colocou veneno no copo. Então este momento nos leva a entender de que ali ela estava manuseando este copo de alguma forma. Portanto, estamos agora investigando a respeito deste fato". Adenilson retornou à residência e permaneceu lá por aproximadamente 20 minutos, período durante o qual o envenenamento pode ter ocorrido.
Defesa da suspeita não se manifesta
Em depoimento prestado à polícia no dia 19 de fevereiro, Larissa negou veementemente qualquer envolvimento no envenenamento de Adenilson. A EPTV, afiliada da TV Globo, tentou contato com a defesa de Larissa para obter um posicionamento sobre as acusações, mas não recebeu nenhuma resposta até a última atualização desta reportagem.
O caso continua sob investigação pela Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes e determinar se houve efetivamente uma tentativa de homicídio por meio do envenenamento com chumbinho. As autoridades estão examinando minuciosamente as evidências, incluindo as gravações das câmeras de segurança e os depoimentos das partes envolvidas, para chegar a uma conclusão definitiva.
