PGR solicita ao STF restabelecimento da prisão de Monique Medeiros no caso Henry Borel
PGR pede ao STF prisão de Monique Medeiros no caso Henry

PGR solicita ao Supremo Tribunal Federal restabelecimento da prisão de Monique Medeiros

A Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja restabelecida a prisão preventiva da professora Monique Medeiros, acusada pelo assassinato do filho, o menino Henry Borel, ocorrido em 2021 no Rio de Janeiro. O órgão ministerial sustenta que a medida é "imprescindível" devido à gravidade do crime e a alegações de que a ré teria descumprido medidas cautelares e coagido uma testemunha após ser solta anteriormente.

Contexto do adiamento e argumentos da defesa

Monique Medeiros teve sua prisão revogada após o adiamento do julgamento no Tribunal do Júri, provocado por uma manobra da defesa do ex-companheiro, o ex-vereador Dr. Jairinho, que abandonou o plenário para impedir a sessão. A juíza Elizabeth Machado Louro considerou que a professora não deveria ser prejudicada pela obstrução, já que, na prática, o adiamento prolongaria seu tempo na cadeia sem condenação definitiva.

A defesa de Monique alegou excesso de prazo na detenção, que já dura cinco anos, e argumentou que a ré não teve responsabilidade pelo adiamento do julgamento. Em março, quando o processo estava previsto para ser julgado, o Ministério Público do Rio propôs o desmembramento da ação para julgar Monique imediatamente, mas os advogados dela e a magistrada se opuseram, com a justificativa de que as acusações estão interligadas e a cisão poderia confundir os jurados.

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Fundamentação da PGR e posicionamento do STF

Em seu parecer, o subprocurador-geral Antônio Teixeira destacou que o próprio STF já reconheceu, em pedidos anteriores, a necessidade da prisão para assegurar o andamento processual e a eventual aplicação da lei penal. Ele argumentou que a tramitação do caso tem sido lenta devido às "particularidades" envolvidas, mas isso não deve enfraquecer a medida cautelar.

"Essa Suprema Corte entendeu presentes os requisitos necessários à decretação da ordem prisional em detrimento de Monique Medeiros da Costa e Silva, para a proteção da ordem pública, conveniência da instrução criminal e garantia de aplicação da lei penal", afirma o documento da PGR.

Reação do pai de Henry e próximos passos

O vereador Leniel Borel, pai do menino Henry, foi quem acionou o STF solicitando o retorno de Monique à prisão. Ele comemorou a manifestação da PGR, declarando: "A manifestação da PGR mostra que nossa iniciativa junto ao Supremo está correta, firme e juridicamente necessária. Não se pode transformar atraso provocado pela defesa em argumento para enfraquecer a Justiça".

O relator do caso no STF é o ministro Gilmar Mendes, e o julgamento está agendado para 25 de maio. A decisão sobre o restabelecimento da prisão preventiva de Monique Medeiros será crucial para os desdobramentos deste processo judicial que chocou o país.

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