Polícia Federal executa nova prisão de ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, uma nova prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, do União Brasil. O mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Federal (PF) na tarde do mesmo dia, na cidade de Teresópolis, na região serrana do estado.
Motivos da prisão e investigação em curso
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, Bacellar é suspeito de ter vazado informações sigilosas relacionadas a uma investigação que envolve o deputado estadual TH Joias. Além da prisão, o ex-presidente da Alerj também foi alvo de uma medida de busca e apreensão, conforme detalhado pela corporação.
A ação policial e judicial foi determinada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, mais conhecida como ADPF das Favelas. Este processo, que estabelece medidas para o enfrentamento da letalidade policial no Rio de Janeiro, também investiga possíveis ligações entre grupos criminosos e agentes públicos, ampliando o escopo das apurações.
Histórico recente de prisões e solturas
Rodrigo Bacellar já havia sido preso anteriormente em dezembro do ano passado, mas, em um desdobramento rápido dos eventos, uma votação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro resultou na determinação de sua soltura poucos dias depois. Diante dessa decisão, o ministro Alexandre de Moraes expediu o mandado de soltura, que agora é seguido por esta nova ordem de prisão, indicando a complexidade e a volatilidade do caso.
Após a prisão em Teresópolis, Bacellar foi levado para a superintendência da Polícia Federal na capital fluminense, onde deve permanecer sob custódia enquanto as investigações prosseguem. A situação destaca a atuação contínua das autoridades federais em casos de alto perfil político e criminal no estado do Rio de Janeiro.
Este episódio reforça a atenção sobre os mecanismos de controle e transparência nas instituições públicas, especialmente em contextos onde investigações criminais intersectam com figuras políticas. A Polícia Federal tem mantido uma postura firme na execução das ordens judiciais, assegurando que os processos legais sejam seguidos rigorosamente.



