Pai de suspeito de estupro coletivo é exonerado do governo do Rio de Janeiro
Pai de suspeito de estupro coletivo é exonerado no RJ

Exoneração de subsecretário do Rio de Janeiro após envolvimento de filho em caso de estupro coletivo

O subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro, José Carlos Simonin, será oficialmente exonerado nesta terça-feira, dia 3. A decisão administrativa ocorre no contexto em que seu filho, Vitor Simonin, é um dos indivíduos envolvidos no estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos, ocorrido no mês passado no bairro de Copacabana, na zona sul da capital fluminense.

Medida administrativa para resguardar a integridade institucional

Segundo comunicado oficial da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, a exoneração foi adotada no âmbito administrativo, com o objetivo claro de resguardar a integridade institucional da pasta e assegurar uma condução responsável dos fatos amplamente noticiados pela imprensa. A nota divulgada pela Secretaria reafirma, de maneira enfática, o compromisso da instituição com a dignidade humana e a preservação da vida, valores fundamentais em sua atuação.

“A Pasta reafirma seu compromisso com a dignidade humana e a preservação da vida”, informou a Secretaria em sua declaração pública, sublinhando a seriedade com que trata o assunto.

Andamento das investigações e situação dos envolvidos

Vitor Simonin encontra-se atualmente foragido da Justiça, assim como outro integrante do grupo, identificado como Bruno Felipe dos Santos Allegretti. Em contrapartida, outros dois homens envolvidos no caso, Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, já se entregaram voluntariamente às autoridades policiais, colaborando com as investigações em curso.

De acordo com os detalhes apurados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, o crime ocorreu em janeiro deste ano. A vítima, uma adolescente, foi convidada por um colega de escola para visitar a casa de um amigo. Ao chegarem ao prédio, o adolescente que a acompanhava insinuou que realizariam “algo diferente”, proposta que foi imediatamente recusada pela jovem.

No interior do apartamento, a adolescente foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens. Eles insistiram, de forma coercitiva, para que ela mantivesse relações sexuais com eles. Diante da negativa firme da vítima, os agressores passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos, utilizando violência física e psicológica contra a jovem.

Ampliação das investigações para outros casos similares

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou, ainda, que investiga mais dois casos de estupro cometidos contra alunas adolescentes do Colégio Federal Pedro II. Os crimes teriam sido praticados por integrantes do mesmo grupo envolvido no episódio de Copacabana, indicando um possível padrão de atuação criminosa.

As autoridades seguem com as diligências para localizar e prender os foragidos, além de aprofundar as investigações sobre a extensão dos crimes e a rede de envolvidos. O caso tem gerado grande comoção pública e levantado debates sobre segurança, violência sexual e a responsabilidade de figuras públicas em contextos familiares delicados.