Justiça de Pernambuco absolve padre Airton Freire e motorista de acusação de estupro
Em decisão proferida nesta segunda-feira (30), a Justiça de Pernambuco absolveu o padre Airton Freire e seu motorista, Jailson Leonardo da Silva, da acusação de estupro formulada pela personal stylist Silvia Tavares de Souza. O juiz Felipe Marinho dos Santos, da Vara Única de Buíque, determinou a absolvição após analisar as provas periciais coletadas durante a investigação, que contradisseram a versão apresentada pela denunciante.
Falta de provas e inconsistências nos relatos
Segundo a defesa do padre, representada pela advogada Mariana Carvalho, a sentença se baseou em elementos técnicos produzidos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público ao longo da instrução processual. Os dados periciais demonstraram inconsistências significativas entre os relatos da acusadora nos autos e suas declarações públicas, inviabilizando a comprovação do crime de estupro.
Com a decisão, a prisão preventiva do padre Airton Freire foi revogada. Ele estava em prisão domiciliar desde julho de 2023, enquanto ambos os acusados permaneciam presos desde o ano anterior, quando o caso se tornou público. O processo continua tramitando sob segredo de Justiça, conforme determina o Artigo 234-B do Código Penal Brasileiro para crimes contra a dignidade sexual.
Detalhes da acusação e repercussão do caso
Silvia Tavares havia denunciado o padre e seu motorista por um suposto estupro ocorrido em agosto de 2022, alegando que o crime foi cometido pelo motorista a mando do sacerdote. A mulher mantinha uma relação próxima com o religioso, a quem chamava de “padinho”, e frequentava retiros espirituais organizados por ele desde 2019 em uma fazenda em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco.
Em maio de 2023, a denunciante procurou o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual no Recife, para cobrar a conclusão das investigações. O caso ganhou ampla repercussão na época e passou a ser acompanhado de perto pelas autoridades estaduais, destacando-se na mídia local e nacional.
Posicionamento judicial e sigilo processual
O Tribunal de Justiça de Pernambuco, procurado para se pronunciar sobre a decisão, manteve-se em silêncio, reafirmando que o processo segue em segredo de justiça. Essa medida visa preservar a intimidade da vítima, conforme estabelecido pela legislação brasileira para casos envolvendo crimes sexuais.
A defesa do padre Airton Freire enfatizou que a sentença reconheceu claramente a ausência de provas concretas que sustentassem a acusação, embora detalhes específicos da decisão não tenham sido divulgados devido ao sigilo judicial. A absolvição marca um capítulo significativo neste caso que mobilizou a opinião pública e o sistema judiciário pernambucano.



