Operação 'Cavalo de Tróia' desmonta esquema de smartwatches em presídio de Joinville
Operação desmonta esquema de smartwatches em presídio de Joinville

Operação 'Cavalo de Tróia' desmonta esquema de smartwatches em presídio de Joinville

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou uma operação nesta quarta-feira, 22 de maio, visando desarticular um esquema de entrada irregular de relógios inteligentes, conhecidos como smartwatches, no Complexo Penitenciário de Joinville, em Santa Catarina. A investigação, que tramita em sigilo, apontou o envolvimento direto de um advogado e de um policial militar na trama, que facilitava o uso dos dispositivos como telefones pelos detentos.

Mandados cumpridos e prisão em flagrante

Durante a ação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Além disso, uma pessoa foi presa em flagrante por estar de posse de medicamentos de origem estrangeira sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), evidenciando possíveis ramificações criminosas além do contrabando de eletrônicos.

Modus operandi do esquema criminoso

Batizada de 'Cavalo de Tróia', a operação teve início a partir de informações repassadas pela direção da unidade prisional. Conforme apurou o Gaeco, o advogado investigado, em conluio com outras pessoas, utilizava indevidamente suas prerrogativas profissionais para acessar o presídio e esconder os smartwatches dentro da sala da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) local. Os equipamentos eram posteriormente recolhidos por presos com regalias especiais e distribuídos para outros detentos, facilitando a comunicação interna da organização criminosa.

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"Foi possível apurar que o investigado contava ainda com o apoio de um Policial Militar, que repassava informações sigilosas dos sistemas de informação de segurança pública", afirmou o Gaeco em nota oficial. A investigação também revelou que o advogado e sua sócia atuavam como intermediários na transmissão de recados entre os membros da facção criminosa, consolidando o papel central dos profissionais no esquema.

Sigilo investigativo e busca por respostas

O caso segue sob sigilo judicial, com detalhes adicionais sendo preservados para não comprometer as etapas futuras da apuração. O g1 SC entrou em contato com a Polícia Militar e com a OAB para obter posicionamentos sobre o envolvimento de seus membros, mas ainda aguardava retorno até a última atualização desta reportagem. A operação evidencia os desafios contínuos no combate à infiltração de tecnologia ilegal em sistemas prisionais e a corrupção de agentes públicos.

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