Neonazista foragido é preso em MG após condenação por tentativa de homicídio contra punks
Neonazista foragido preso em MG por tentativa de homicídio

Neonazista foragido é capturado em clínica de reabilitação após condenação por tentativa de homicídio

O neonazista Antônio Donato Baudson Peret, que ficou conhecido por publicar uma foto enforcando um sem-teto em Belo Horizonte, foi preso novamente nesta sexta-feira, 13 de setembro, após permanecer foragido da Justiça desde junho de 2025. A detenção ocorreu em uma clínica de reabilitação localizada em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais, onde ele estava escondido.

Condenação por tentativa de homicídio qualificado

Peret foi condenado em segunda instância a 16 anos de prisão por tentativa de homicídio qualificado, um crime cometido em 2010 contra integrantes do movimento punk. De acordo com o delegado Murillo Ribeiro de Lima, o indivíduo e um grupo de skinheads realizaram um espancamento brutal das vítimas, demonstrando um comportamento social considerado péssimo pela Justiça.

"Esse mandado de prisão que foi cumprido hoje é uma condenação em segunda instância por conta de um homicídio qualificado tentado, que ele e um grupo de skinheads praticaram contra pessoas que se intitulavam 'punks' em 2010", afirmou o delegado durante o anúncio da captura.

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Histórico extenso de crimes de ódio e apologia ao nazismo

O neonazista possui um longo histórico de envolvimento em atividades criminosas baseadas em ódio e intolerância. Em 2013, ele foi preso em Americana, São Paulo, após divulgar uma imagem chocante onde aparecia enforcando um sem-teto com uma corrente na Praça da Savassi, em Belo Horizonte. Na ocasião, foi indiciado por racismo, divulgação do nazismo, formação de quadrilha e corrupção de menores.

Investigadores da Polícia Civil descobriram que Peret mantinha um perfil ativo nas redes sociais dedicado à propagação de conteúdo nazista. Dois outros homens, Marcus Vinícius Cunha e João Matheus Vetter, também foram detidos na época, acusados de integrar o mesmo grupo violento de skinheads.

Em 2016, a Justiça Federal condenou Peret a oito anos de prisão pelos crimes de apologia ao nazismo e corrupção de menores, permitindo que ele recorresse em liberdade. O delegado Murillo Ribeiro de Lima destacou que o acusado "já acumulava, com as outras investigações da Polícia Civil, agressões a casais homossexuais, agressões a punks, brigas generalizadas".

Mentalidade preconceituosa e violenta

Os documentos judiciais referentes à condenação do ano passado descrevem Peret como portador de uma "mentalidade preconceituosa e violenta", com registros análogos de intolerância racial, misoginia e promoção de ideologia nazista. As autoridades policiais enfatizaram que ele possui várias condenações nesse sentido, reforçando o perigo que representava para a sociedade.

A prisão atual marca um capítulo importante no combate a crimes de ódio no Brasil, demonstrando a persistência das forças de segurança em localizar e prender indivíduos envolvidos em atividades extremistas e violentas. A operação em Itabirito foi realizada pela Polícia Civil, que continua investigando possíveis conexões do grupo skinhead com outros incidentes criminosos na região.

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