Mulher é presa por tentar envenenar companheiro em UTI de hospital no DF
Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante na terça-feira (21), suspeita de tentar envenenar o companheiro, de 61 anos, dentro de um hospital particular no Distrito Federal. O homem estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Marta, em Taguatinga, quando o crime foi descoberto.
Descoberta do crime pela equipe médica
Segundo informações do hospital, a equipe médica identificou sinais incompatíveis com o quadro de saúde do paciente durante os cuidados de rotina. Diante da suspeita, os profissionais de saúde decidiram investigar mais a fundo e encontraram uma substância venenosa dentro da boca do homem internado.
A administração do hospital acionou imediatamente a Polícia Civil do Distrito Federal para lidar com a situação atípica. As investigações revelaram que a última pessoa a visitar o paciente havia sido justamente sua companheira.
Confissão e motivação do crime
Uma equipe da 21ª Delegacia de Polícia foi até a residência da mulher, que não hesitou em confessar o crime. Em depoimento às autoridades, ela afirmou ter comprado veneno no dia anterior e colocado a substância na boca da vítima durante sua visita ao hospital.
O material venenoso foi encontrado na bolsa da suspeita durante a abordagem policial. Segundo a própria mulher, a motivação para o ato seria uma suposta tentativa de estupro contra sua filha por parte do companheiro.
Desfecho jurídico e situação do paciente
A mulher foi autuada em flagrante por tentativa de homicídio e sua prisão foi convertida em preventiva após audiência de custódia realizada na quarta-feira (22). O hospital não divulgou informações sobre o atual estado de saúde do homem, respeitando as normas de privacidade médica.
A defesa da mulher não havia sido localizada até a última atualização das informações. O caso continua sob investigação da 21ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Sul.
Protocolos de segurança do hospital
Em nota oficial, o Hospital Santa Marta destacou que adota protocolos rigorosos de segurança que incluem monitoramento clínico contínuo e treinamento permanente das equipes para identificação precoce de qualquer alteração fora do padrão esperado.
"Em situações atípicas, são imediatamente acionadas medidas como controle de acesso, restrição preventiva de áreas, registro e apuração interna dos fatos, bem como a comunicação às autoridades competentes", afirmou a instituição de saúde.
O hospital também ressaltou que seus procedimentos estão alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde e da ANVISA, e que o paciente continua recebendo toda a assistência médica necessária enquanto o caso é investigado pelas autoridades policiais.



