Operação apreende 18 máquinas de bronzeamento proibidas em Boa Vista após denúncia
Máquinas de bronzeamento proibidas apreendidas em Boa Vista

Operação apreende 18 máquinas de bronzeamento proibidas pela Anvisa em Boa Vista

Uma operação conjunta da Polícia Civil de Roraima (PCRR) e do Departamento de Vigilância Sanitária de Boa Vista (Devisa) resultou na apreensão de dezoito câmaras de bronzeamento artificial em clínicas de estética da capital roraimense nesta sexta-feira (13). Os equipamentos, proibidos no Brasil desde novembro de 2009 por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foram encontrados em dez endereços distribuídos por sete bairros diferentes.

Denúncia de queimaduras graves desencadeou investigação

A fiscalização teve início após uma cliente denunciar à polícia ter sofrido queimaduras graves durante uma sessão de bronzeamento artificial. A Delegacia de Defesa do Consumidor (DDCON) instaurou inquérito policial para investigar possíveis crimes contra o consumidor e contra a saúde pública. "Instauramos inquérito policial para investigar possíveis crimes contra o consumidor e contra a saúde pública", explicou o delegado titular da DDCON, Rodrigo Gomides.

Riscos à saúde motivam proibição nacional

O uso de câmaras de bronzeamento com lâmpadas ultravioleta (UV) para fins estéticos é proibido em todo o território nacional há mais de uma década. A norma da Anvisa veta especificamente:

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram
  • A importação desses equipamentos
  • A venda ou aluguel das máquinas
  • O uso em estabelecimentos comerciais

Os riscos à saúde associados a esses aparelhos incluem:

  1. Queimaduras graves na pele
  2. Lesões oculares permanentes
  3. Envelhecimento precoce e rugas
  4. Cicatrizes difíceis de tratar
  5. Câncer de pele, incluindo melanoma

Operação "Marquinha Proibida" combate propaganda enganosa

A operação recebeu o nome de "Marquinha Proibida", termo que faz referência ao "bronzeamento de marquinha" amplamente divulgado nas redes sociais pelas clínicas investigadas. As publicações diárias atraíam clientes para um serviço que, além de ilegal, representa grave risco à saúde pública. Alguns dos endereços fiscalizados apresentavam alto movimento de clientes, segundo informações da polícia.

Material apreendido inclui registros de clientes

Além das dezoito máquinas de bronzeamento, os agentes apreenderam cadernos e livros de registro contendo dados de clientes que já haviam realizado o procedimento ou tinham sessões marcadas para o dia da operação. Em um dos estabelecimentos, a polícia precisou acionar o Grupo de Resposta Tática (GRT) para conseguir acesso, já que o portão estava trancado e a proprietária não foi localizada, sendo suspeita de tentativa de fuga.

Crime ambiental também identificado durante operação

Em uma das clínicas fiscalizadas, os agentes encontraram e resgataram um jabuti mantido em cativeiro irregular. O animal foi imediatamente entregue a órgãos ambientais competentes, enquanto o responsável pelo estabelecimento foi conduzido à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) para responder por crime ambiental.

Foco na proteção da saúde pública

O diretor do Devisa, João Neto, enfatizou que o objetivo principal da operação é retirar equipamentos perigosos de circulação e proteger a população. "O objetivo é proteger a saúde da população e evitar que as pessoas sejam expostas a equipamentos com riscos comprovados", afirmou o diretor. As proprietárias das clínicas alvo das buscas vão responder criminalmente pelos crimes identificados.

Investigações continuam para identificar outros locais

A polícia segue com as investigações para identificar outros estabelecimentos que possam estar oferecendo o serviço ilegal de bronzeamento artificial em Boa Vista. "Essa operação também serve de alerta. Já temos informações de que outros locais possuem esse tipo de equipamento e vamos intensificar as diligências para localizá-los", finalizou o delegado Rodrigo Gomides. A ação representa um importante passo no combate a práticas comerciais que colocam em risco a saúde dos consumidores na capital de Roraima.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar