Justiça mantém motorista de Porsche preso por atropelamento fatal de motoboy em São Paulo
Motorista de Porsche preso por atropelar e matar motoboy em SP

Justiça determina júri popular para motorista de Porsche acusado de matar motoboy em São Paulo

A Justiça de São Paulo decidiu enviar a júri popular o caso do motorista do Porsche amarelo que atropelou e matou o motoboy Pedro Kaique Ventura Figueiredo, de 21 anos, em julho de 2024. A data para o julgamento ainda não foi estabelecida, mas o processo avança após intensa repercussão midiática, com imagens de câmeras de segurança documentando o ocorrido.

Detalhes do caso e acusações contra o empresário

O empresário Igor Ferreira Sauceda, de 28 anos, responde em liberdade pelo crime de homicídio doloso triplamente qualificado. As qualificadoras incluem motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O episódio aconteceu no dia 29 de julho de 2024, na Avenida Interlagos, localizada na Zona Sul da capital paulista.

Segundo as investigações, Igor teria utilizado seu carro esportivo de luxo para perseguir e assassinar Pedro Figueiredo após o motociclista chutar e quebrar o retrovisor do Porsche. Laudos periciais indicam que o automóvel atingiu a moto Honda da vítima por trás a uma velocidade de 102,3 km/h, enquanto a motocicleta trafegava a 80 km/h em uma via com limite permitido de 50 km/h.

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Defesa do acusado e medidas cautelares impostas

Igor Sauceda alega que não teve intenção de matar o motoboy e que o seguia de perto para anotar a placa do veículo devido à escuridão do local. Ele afirma que a moto freou bruscamente, impedindo que ele desviasse e resultando na colisão. Peritos confirmaram que o empresário não havia consumido bebida alcoólica, ao contrário da vítima, que apresentava indícios de ingestão de álcool.

O acusado ficou preso preventivamente por cerca de dez meses, sendo solto em maio de 2025 após pedido da defesa. Contudo, a Justiça impôs uma série de medidas cautelares rigorosas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), proibição de deixar a capital paulista por mais de uma semana sem aviso prévio, entrega do passaporte e impedimento de sair do Brasil.

Repercussões e contexto adicional do caso

A investigação foi conduzida pelo 30º Distrito Policial (DP) do Tatuapé, com a acusação sendo formalizada pelo Ministério Público (MP). A Promotoria busca uma condenação superior a 18 anos de prisão para Igor Sauceda. Pedro Figueiredo era casado e sua esposa estava grávida no momento de sua morte, acrescentando um aspecto trágico e emocional ao caso.

Um detalhe perturbador revelado pelas investigações mostra que, uma semana antes do atropelamento fatal, Igor utilizou o mesmo Porsche amarelo para perseguir uma família que era sua sócia em um bar no bairro do Itaim Bibi, também na Zona Sul de São Paulo. Vídeos gravados pelas vítimas daquela ocasião exibem o veículo do empresário nas proximidades de seus carros.

A defesa de Igor Sauceda sustenta que o atropelamento foi um acidente e tenta reclassificar o homicídio doloso para culposo, alegando ausência de intenção de matar. Até o fechamento desta reportagem, os advogados do acusado não foram localizados para comentários adicionais.

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