Mãe e filha de Marielle Franco passam mal durante julgamento histórico no STF
Em um momento de intensa emoção, a mãe e a filha da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, passaram mal durante o segundo dia do julgamento dos irmãos Brazão no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026. O episódio ocorreu enquanto o ministro relator Alexandre de Moraes lia seu voto a favor da condenação dos réus, criando um clima de tensão e preocupação entre os presentes.
Reação emocional durante votação crucial
Por volta das 10 horas, Marinete Silva, mãe de Marielle, foi a primeira a sentir-se mal. A reação aconteceu exatamente durante a fala do ministro Moraes, que votou pela condenação de Chiquinho Brazão e Domingos Brazão como mandantes do crime. Ela foi imediatamente acompanhada pelo marido, Antônio Francisco, e pela filha, Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, saindo da sala da Primeira Turma para receber atendimento.
Fora do ambiente de julgamento, socorristas mediram a pressão arterial e os batimentos cardíacos de Marinete, que, após cerca de meia hora, conseguiu retornar para acompanhar o restante da sessão. Apesar do susto, sua condição foi considerada estável.
Jovem Luyara também é afetada
Approximadamente uma hora e meia depois, por volta das 11h30, foi a vez de Luyara Franco, filha de Marielle, apresentar mal-estar. A jovem saiu da sala aos prantos, sendo conduzida em uma cadeira de rodas por paramédicos, acompanhada de Anielle Franco e Mônica Benício, viúva de Marielle. O episódio emocionou ainda mais os familiares e amigos que assistiam ao julgamento.
A assessoria da ministra Anielle Franco confirmou posteriormente que ambas, Marinete e Luyara, passam bem e não necessitaram de hospitalização, aliviando a preocupação de todos os envolvidos.
Contexto do julgamento e condenação
O julgamento, que reuniu diversas personalidades e familiares das vítimas, resultou na condenação unânime dos irmãos Brazão pela Primeira Turma do STF. Eles foram considerados culpados pelos crimes de:
- Homicídio triplamente qualificado
- Tentativa de homicídio triplamente qualificado, referente à assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu ao ataque
- Organização criminosa
Entre os presentes estavam Agatha Arnaus Reis, viúva de Anderson Gomes (também assassinado no mesmo episódio), e Marcelo Freixo, presidente da Embratur e amigo de Marielle, destacando o impacto social e político do caso.
Este momento histórico, marcado por justiça e dor, reflete a longa jornada de busca por respostas sobre o assassinato que chocou o Brasil, mostrando como as emoções podem aflorar em situações de tamanha significância.



