Mãe de Henry Borel se entrega à polícia após ordem de prisão do STF
Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré pelo homicídio do filho, ocorrido em 2021, se entregou à polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20). A professora se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia, localizada em Bangu, três dias após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que ela voltasse à cadeia.
Detalhes do caso e decisão judicial
Henry Borel Medeiros, uma criança de apenas quatro anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021 no Rio de Janeiro. De acordo com perícias realizadas, a morte foi decorrente de hemorragia interna e laceração hepática, sinais claros de violência. Inicialmente, a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, alegaram que o menino havia caído da cama, mas peritos descartaram completamente essa hipótese.
O Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões brutais de Jairinho, e que Monique foi omissa ao não proteger o filho. No sábado (18), o ministro Gilmar Mendes rejeitou o recurso apresentado pela defesa de Monique e manteve a ordem de prisão preventiva, o que culminou na entrega dela às autoridades policiais.
Contexto do julgamento e prisões
O menino Henry Borel foi encontrado morto com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Jairinho, que era vereador do Rio de Janeiro à época, e Monique foram presos desde abril de 2021, mês seguinte à tragédia. Ela chegou a sair da cadeia após uma decisão da Justiça em 2022, mas voltou a ser encarcerada após decisão do Supremo Tribunal Federal, em 2023.
Em março deste ano, o julgamento de Monique e de seu ex, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi suspenso após a defesa dele abandonar o Tribunal do Júri. A juíza Elizabeth Machado Louro remarcou o julgamento para 25 de maio e determinou a soltura de Monique na ocasião. A magistrada considerou a manobra da defesa de Jairinho “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.
Repercussões e próximos passos
O caso de Henry Borel continua a gerar comoção nacional e debates sobre violência infantil e responsabilidade parental. Com a nova data de julgamento marcada para maio, a expectativa é que a Justiça possa finalmente esclarecer todos os detalhes deste crime chocante. A entrega de Monique Medeiros à polícia reforça a seriedade das investigações e a pressão das instâncias superiores para que o processo avance sem mais interrupções.



