Ginecologista é suspeito de estuprar pacientes durante consultas em Goiás
Médico suspeito de estuprar pacientes em consultas ginecológicas

Médico ginecologista é investigado por estupro de pacientes durante consultas em Goiás

O ginecologista Marcelo Arantes Silva é suspeito de cometer estupros contra pacientes durante consultas e exames médicos nas cidades de Goiânia e Senador Canedo, conforme investigações da Polícia Civil do estado de Goiás. As autoridades já identificaram cinco mulheres, com idades entre 25 e 45 anos, que teriam sido vítimas dos abusos praticados pelo profissional de saúde.

Detalhes chocantes dos abusos em ambiente clínico

Segundo a delegada Amanda Menuci, responsável pelas investigações, o médico atuava como um verdadeiro predador sexual que transformava o ambiente clínico em local de vulnerabilidade para as pacientes. "Ele se aproveita dessa autoridade médica que tem sobre elas", afirmou a investigadora durante coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (16).

Os relatos das vítimas apontam para um padrão de comportamento do profissional:

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram
  • Ganhar a confiança das pacientes antes de cometer os crimes
  • Realizar toques físicos indesejados durante as primeiras consultas
  • Fazer perguntas inapropriadas sobre a vida íntima das mulheres
  • Conduzir exames sem utilizar luvas de proteção
  • Perguntar se as pacientes estavam sentindo prazer durante os procedimentos

Cronologia dos casos e situação jurídica do médico

As investigações revelaram que os abusos ocorreram em um período extenso:

  1. 2017: Primeira paciente em Senador Canedo
  2. 2020: Segunda vítima em Goiânia
  3. 2025 a 2026: Três pacientes adicionais em Goiânia

Um dos casos mais graves envolve uma paciente que teria sido abusada na presença da própria filha adolescente. Segundo a delegada, mesmo com a acompanhante no consultório, o médico não se intimidou e praticou novos atos libidinosos contra a mulher.

A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do investigado, mas o pedido foi negado pelo Ministério Público de Goiás e pelo Poder Judiciário. Entretanto, foram determinadas medidas cautelares importantes:

  • Proibição de contato com as pacientes que realizaram as denúncias
  • Impedimento de afastamento da comarca
  • Comunicação ao Conselho Regional de Medicina para suspensão do cadastro profissional

Estupro de vulnerável e impacto psicológico nas vítimas

O médico responde pelo crime de estupro de vulnerável, conforme explicação da delegada Amanda Menuci. A tipificação foi escolhida porque as vítimas se encontravam em situação de completa vulnerabilidade durante os procedimentos médicos.

"Na posição ginecológica, com as pernas abertas, muitas vezes até presas, elas estavam incapazes de oferecer resistência", detalhou a investigadora. Além do aspecto físico, a autoridade policial ressaltou o fator psicológico dos abusos, já que as mulheres estavam sob a autoridade do médico e em inferioridade técnica em relação aos procedimentos.

A delegada destacou ainda que muitas vítimas demoram a procurar as autoridades por medo de serem "vitimizadas novamente, descredibilizadas e desacreditadas". Por esse motivo, a Polícia Civil autorizou a divulgação do nome e imagem do médico, na tentativa de localizar outras possíveis vítimas que ainda não tiveram coragem de denunciar.

Posicionamento do Conselho Regional de Medicina

Em nota oficial, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que todas as denúncias recebidas pela instituição são apuradas em total sigilo. O conselho também solicitou esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias, mantendo o compromisso com a ética profissional e a proteção dos pacientes.

A investigação continua em andamento, com a possibilidade de que o número real de vítimas seja significativamente maior do que as cinco já identificadas. As autoridades pedem que outras mulheres que possam ter passado por situações semelhantes com o médico procurem a Polícia Civil para prestar depoimento e contribuir com as investigações.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar