Médico suspeito de atirar contra PMs em Aragarças após ameaçar diarista e pedreiro
Médico atira contra PMs em Aragarças após ameaçar prestadores

Médico é suspeito de atirar contra policiais militares em Aragarças após ameaçar diarista e pedreiro

Um médico está sendo procurado pela polícia após atirar contra policiais militares em Aragarças, na região oeste de Goiás. O caso ocorreu após o profissional ameaçar mutilar uma diarista e um pedreiro, acusados por ele de terem furtado um par de alianças avaliado em R$ 80 mil. Áudios obtidos pela Polícia Civil revelam as ameaças enviadas por Marcus Vinicius Faria Nunes aos prestadores de serviço através de um aplicativo de mensagens.

Detalhes das ameaças e investigação policial

O delegado Fábio Marques Barbosa, responsável pela investigação, explicou que, em vez de registrar uma ocorrência policial, o médico enviou mensagens de texto e áudio dando um prazo para a devolução dos objetos supostamente furtados. Em um dos áudios, o médico afirmou que arrancaria mãos, pés ou dedos dos dois se faltasse munição, dizendo: "Se estiver faltando bala que estava lá, bala de 38, eu vou arrancar, sabe o quê? As duas mãos e um pé [...]. Ou os anéis ou os dedos, que eu estou indo buscar".

Devido ao medo e à gravidade das ameaças, a diarista e o pedreiro pediram apoio policial para retirar objetos pessoais deixados na casa do médico. Quando os policiais chegaram ao local, foram recebidos a tiros, com cerca de oito disparos. Posteriormente, o médico usou um arco e uma flecha contra os PMs, que reagiram atirando e atingiram o suspeito de raspão na cabeça.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Contexto do caso e possíveis motivações

O delegado Fábio sugeriu que o médico pode ter usado o arco e flecha por praticidade e oportunidade, já que um revólver demora mais para ser recarregado. A investigação sobre o suposto furto das alianças ainda está em andamento, sem provas concretas até o momento. Além disso, a polícia está investigando outras pessoas, incluindo garotas de programa que frequentavam a casa do médico regularmente.

Marcus Vinicius responderá por crimes contra a honra, ameaças aos prestadores de serviço e tentativa de homicídio qualificado contra os policiais. Na noite de quarta-feira (15), a juíza Yasmmin Cavalari, da Vara Criminal de Aragarças, determinou que o Ministério Público se manifeste sobre a prisão em flagrante, que não será julgada enquanto o médico estiver hospitalizado sob custódia.

Implicações legais e próximos passos

O caso destaca a gravidade das ameaças e a violência envolvida, com o médico enfrentando acusações sérias que podem resultar em penas significativas. A polícia continua a investigar para esclarecer todos os aspectos, incluindo a veracidade do furto e o envolvimento de outras pessoas. A comunidade local está em alerta, e as autoridades reforçam a importância de denunciar ameaças e buscar apoio legal em situações de conflito.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar