Megaoperação da Polícia Federal prende funkeiros e influenciadores por suspeita de lavagem de R$ 1,6 bilhão
Nesta quarta-feira (15), a Polícia Federal deflagrou uma operação de grande porte que resultou na prisão do funkeiro MC Ryan SP, do também artista MC Poze do Rodo e dos influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias. A ação mira uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro e transações financeiras ilegais que superam a marca de R$ 1,6 bilhão.
Colar com imagem de Pablo Escobar e bens de luxo apreendidos
Durante as buscas, os policiais encontraram na residência de MC Ryan, na capital paulista, um colar com a imagem do traficante colombiano Pablo Escobar (morto em 1993) dentro de uma moldura que contém o mapa do estado de São Paulo. A prisão do funkeiro ocorreu na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista.
Além do colar, foram apreendidos diversos bens de alto valor, incluindo:
- Armas de fogo
- Relógios de luxo, como Rolex
- Carros de luxo
- Dinheiro em espécie
- Outros objetos valiosos
As autoridades ainda não confirmaram a quem pertencem todos os itens apreendidos, mas destacam que são considerados relevantes para o rastreamento do fluxo de dinheiro investigado e podem ter sido utilizados para ocultação de patrimônio e lavagem de capitais.
Operação cumpre mandados em diversos estados
A operação da Polícia Federal cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueio de bens em vários estados do país. Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava empresas de fachada, laranjas e movimentações financeiras atípicas para esconder a origem de recursos ilícitos.
A Justiça também determinou o sequestro e bloqueio de contas e ativos dos investigados para evitar a dissipação do patrimônio. A organização criminosa teria ramificações em diferentes estados, movimentando valores astronômicos por meio de transações ilegais.
Artistas populares do funk nacional envolvidos em caso de alta complexidade
MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estão entre os artistas mais populares do funk nacional e já haviam se envolvido em outras polêmicas nos últimos anos. Agora, ambos passam a ser investigados em um caso de alta complexidade criminal, ligado a suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
O que dizem as defesas dos funkeiros
Por meio de nota, a defesa de MC Ryan, feita pelo advogado Felipe Cassimiro Melo de Oliveira, informou que o cliente mantém "transações financeiras" lícitas e que todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, com recolhimento regular de tributos. A defesa destacou que ainda não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, mas confia que a verdade dos fatos será demonstrada.
Já a defesa de MC Poze do Rodo afirmou que "desconhece os autos ou teor do mandado de prisão" e que, com acesso aos documentos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário.
A operação representa um dos maiores golpes contra organizações criminosas envolvidas em lavagem de dinheiro no país, com repercussão nacional devido ao envolvimento de figuras públicas do cenário musical e digital.



