Laudo médico aponta transtornos psíquicos em Oruam, rapper foragido da Justiça
A defesa de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, apresentou formalmente à Justiça um laudo médico que diagnostica o artista com transtornos psíquicos. O músico, de 25 anos, é atualmente considerado foragido e responde como réu por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis. Os crimes ocorreram durante uma operação no bairro do Joá, na cidade do Rio de Janeiro, em julho do ano passado.
Detalhes do relatório clínico e condições de saúde
De acordo com o documento médico apresentado, Oruam apresenta um quadro clínico compatível com transtorno de ansiedade associado a transtorno depressivo moderado. Essa condição, segundo o laudo, causa prejuízos funcionais significativos em sua vida social e cognitiva, impactando diretamente sua capacidade de lidar com situações de estresse.
O relatório detalha ainda que o sofrimento psíquico do cantor é intensificado por um estado de hipervigilância constante, principalmente diante da possibilidade iminente de reclusão. Além disso, o documento menciona problemas de saúde pregressos e dinâmicas familiares complexas que contribuem para a fragilização de seu estado mental.
Recomendação de tratamento fora do sistema prisional
O profissional de saúde que acompanha o caso sugere, no laudo, que o tratamento seja realizado fora do ambiente do sistema prisional. A justificativa apresentada é que o encarceramento poderia agravar consideravelmente seu quadro clínico, dificultando qualquer progresso terapêutico e potencialmente levando a complicações mais sérias.
Adiamento do julgamento e situação processual
O julgamento de Oruam, inicialmente marcado para o dia 23 de fevereiro, foi adiado para o dia 30 de março devido à ausência de uma das vítimas, o delegado Moysés Santana Gomes. Além das duas tentativas de homicídio qualificado, o rapper responde por outros crimes, incluindo:
- Resistência à prisão
- Desacato à autoridade
- Ameaça
- Dano qualificado
Histórico de descumprimento e status de foragido
Oruam teve sua tornozeleira eletrônica violada por impressionantes 66 vezes desde que deixou a prisão em setembro do ano passado. Esse descumprimento repetido levou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) a revogar seu habeas corpus e determinar o restabelecimento da prisão preventiva.
O equipamento de monitoramento está desligado desde o dia 1º de fevereiro, e o artista permanece foragido, sem localização conhecida pelas autoridades. A defesa continua trabalhando nos trâmites legais enquanto busca alternativas para o tratamento de saúde do cliente, conforme recomendado no laudo psíquico apresentado.



