Justiça da Paraíba mantém prisão de influenciador e marido condenados por exploração sexual de adolescentes
Justiça mantém prisão de influenciador condenado por exploração sexual

Justiça da Paraíba mantém prisão de influenciador e marido condenados por exploração sexual de adolescentes

O Tribunal de Justiça da Paraíba negou, pela terceira vez consecutiva, o pedido de liberdade da defesa de Hytalo Santos e Israel Vicente nesta terça-feira, 10 de março de 2026. A decisão foi tomada pelo desembargador João Benedito, que atuou como delator do caso, fundamentando sua posição na necessidade de garantir a ordem pública.

O magistrado determinou que o influenciador digital e seu marido devem permanecer presos, reafirmando a condenação anterior que os sentenciou a cumprir pena de 11 anos e quatro meses em regime fechado por exploração sexual de adolescentes. Ambos estão detidos desde agosto do ano anterior e vão cumprir a pena no presídio do Roger, localizado em João Pessoa, capital paraibana.

Denúncia viral e investigação

O caso ganhou notoriedade pública em 2025, quando o influenciador digital Felca publicou um vídeo em sua conta no YouTube denunciando os conteúdos produzidos por Hytalo Santos e Israel Vicente. No material, Felca alegou que o casal realizava vídeos com conotação sexual envolvendo menores de idade, o que rapidamente viralizou nas redes sociais e desencadeou uma comoção nacional.

Diante da repercussão, as autoridades abriram um inquérito para apurar as acusações. As investigações foram conduzidas de forma minuciosa, coletando provas e depoimentos que corroboraram as denúncias. Após a conclusão do processo investigativo, Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos e submetidos a julgamento pela Justiça, resultando na condenação que agora é mantida pelo Tribunal.

Impacto social e legal

A decisão judicial reflete um posicionamento firme do sistema judiciário brasileiro no combate a crimes de exploração sexual, especialmente quando envolvem figuras públicas com grande alcance nas redes sociais. A manutenção da prisão preventiva do casal, conforme destacado pelo desembargador João Benedito, visa assegurar que a ordem pública seja preservada e que a execução da pena ocorra sem interferências.

Este caso também evidencia o poder das denúncias feitas por meio de plataformas digitais, que podem acelerar processos legais e trazer à tona crimes graves. A viralização do vídeo de Felca não apenas mobilizou a opinião pública, mas também pressionou as instituições a agirem com celeridade, demonstrando como a sociedade civil e a mídia podem atuar em conjunto com a Justiça para promover a responsabilização de infratores.

Com a negativa do pedido de liberdade, Hytalo Santos e Israel Vicente continuarão encarcerados no presídio do Roger, onde cumprirão a pena integral de 11 anos e quatro meses, marcando um capítulo significativo na luta contra a exploração sexual de menores no Brasil.