Julgamento de motorista por acidente fatal com viatura policial avança no Tribunal do Júri
O julgamento do motorista de aplicativo Agildo Soares de Souza, de 43 anos, acusado de provocar um acidente fatal com uma viatura da Polícia Civil em Belém, no Pará, está em andamento nesta terça-feira (7) no Tribunal do Júri. O caso, que resultou na morte de dois policiais e deixou feridos outros ocupantes, chegou à fase das alegações finais, com previsão de veredicto ainda para a tarde.
Detalhes do acidente ocorrido em dezembro de 2022
O acidente aconteceu no dia 26 de dezembro de 2022, na Avenida Augusto Montenegro, próximo à estação Tapanã do BRT. Segundo as investigações, o réu realizou uma conversão proibida na pista expressa, invadindo a faixa onde a viatura policial transitava. A colisão fez com que a viatura desviasse, subisse o canteiro central e batesse de frente no muro da estação Tapanã, com um impacto tão forte que a placa do veículo ficou marcada na estrutura.
Na viatura, estavam quatro pessoas: três policiais civis e um custodiado que seguia para exame de corpo de delito. O investigador Romero Gis e Silva de Souza morreu no local, enquanto a escrivã Regiane Maria de Oliveira Silva foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Os outros dois ocupantes ficaram feridos.
Depoimentos e alegações no tribunal
O julgamento começou por volta das 9h, com uma previsão inicial de nove depoentes que foi reduzida para três após dispensa pelo Ministério Público. Foram ouvidos:
- Um investigador sobrevivente, que relatou lembrar pouco do ocorrido, descrevendo que foi "tudo muito rápido".
- A esposa do réu.
- O próprio Agildo Soares de Souza.
O promotor destacou que a autoria do acidente está definida, restando avaliar a intencionalidade na conversão proibida. A defesa sustenta que não houve intenção de provocar o acidente, argumentando que foi um evento fortuito. O júri popular, composto por sete pessoas, é responsável por decidir o caso após as manifestações finais.
Imagens de segurança e impacto do caso
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento exato do acidente, mostrando a viatura seguindo pela pista expressa quando o carro do motorista invadiu a faixa. O caso tem gerado grande repercussão na região, destacando questões de segurança no trânsito e a gravidade de infrações como conversões proibidas em vias de alta velocidade.
O réu responde por homicídio doloso e tentativa de homicídio, com o veredicto aguardado para ainda nesta terça-feira, encerrando um processo que se arrasta desde o final de 2022 e que tem mobilizado a atenção da justiça e da comunidade local.



